A
Justiça americana anunciou na terça-feira a prisão de cinco membros de uma
suposta quadrilha que teria ajudado a traficar centenas de imigrantes ilegais -
em sua maioria brasileiros - para os Estados Unidos. Grande parte da
"clientela" do grupo era composta por mulheres obrigadas a se
prostituir naquele país.
Nacip
Teotonio Pires, 47 anos, Rubens da Silva, 39 anos, Sanderlei Alves da Cruz, 31
anos, Francismar da Conceição, 36 anos, e Claudinei Pereira Mota, 34 anos,
foram presos entre sexta e terça-feira em operações policiais nas cidades de
Newark (Nova Jersey), Haverhill (Massachusetts) e Houston (Texas). Uma sexta
suposta integrante do grupo, cujo nome foi identificado apenas como Priscilla
L.N.U., foi indiciada junto aos homens, mas está foragida.
Prostituição
Segundo a Justiça federal do Estado de Nova Jersey, os seis cobrariam entre US$
13 mil (R$ 20,6 mil) e US$ 25 mil (R$ 39,6 mil) para levar os imigrantes aos
Estados Unidos, dependendo da rota de viagem e se a pessoa pagava adiantado ou
em parcelas após chegar ao destino.
Muitas
dessas pessoas eram jovens brasileiras obrigadas a trabalhar como dançarinas em
clubes de striptease ou como prostitutas para pagar as dívidas com a gangue. De
acordo com a acusação, a gangue obrigava os imigrantes a pagar ameaçando suas
famílias no país de origem ou exigindo a transferência de títulos de
propriedade de imóveis como garantia antes das viagens.
Eles
teriam estabelecido duas rotas para o envio dos imigrantes ilegais a partir de
São Paulo - uma via Cidade do México e outra pelo Caribe. A investigação sobre
o grupo inclui grampos autorizados nos celulares dos acusados, que
interceptaram as negociações entre eles.
Segundo a Justiça americana, se os
acusados forem considerados culpados, podem ser condenados a penas de até dez
anos de prisão e multas de até US$ 250 mil.