O
grupo internacional Lulz Security, também conhecido como Lulzsec, divulgou
neste sábado uma mensagem no Twiiter afirmando que não fará novas ações, após
50 dias atacando sites de instituições como a CIA e o senado norte-americano.
O
perfil dos representantes brasileiros do grupo (que também usa o nome LulzSec),
porém, continua anunciando diversos ataques contra sites do governo.
A
mensagem deixada pela vertente internacional da organização afirma que suas
ações foram movidas pela diversão, e que "estivemos perturbando e expondo
empresas, governos, a população em geral e tudo o que há no meio, só porque nós
podemos".
A
mensagem de despedida diz ainda que os hackers esperam que as invasões continuem
sem o Lulzsec. Algumas das frases postadas afirmam: "Por favor, não parem.
Nós esperamos, desejamos e até imploramos que o movimento se manifeste em uma
revolução que pode continuar sem nós".
SAIBA MAIS
O
grupo de hackers LulzSec chamou a atenção mundial pela primeira vez há dois
meses, com a invasão da rede on-line do PlayStation, da Sony, e com o vazamento
dos dados de milhões de usuários. O serviço, de alcance global, passou dias
fora do ar.
Na
semana passada, o grupo assumiu um ataque ao site da CIA. Na quinta-feira, o
FBI invadiu e confiscou equipamentos de um servidor de internet no Estado de
Virgínia, parte de uma investigação dos membros do LulzSec realizada junto com
a própria CIA e agências europeias, segundo o "New York Times". Um
membro do LulzSec foi preso no Reino Unido.
O
nome Lulz vem de LOL ("laugh out loud", rir alto), uma gíria de
internet usada, em geral, após brincadeiras on-line e pegadinhas.
Anterior
e mais conhecido, o grupo Anonymous nasceu como coletivo hacker há cerca de
três anos.
A
exemplo do LulzSec, começou com brincadeiras on-line, até realizar uma série de
ataques em defesa do WikiLeaks, em dezembro do ano passado.
Conseguiu
afetar a operação de sites globais como Visa, MasterCard e PayPal, por terem
suspendido contas da organização de Julian Assange, que expôs segredos
americanos.