Sexta-feira, 01 de Julho de 2011         18h00        156
Cadáver passa dois dias em piscina dos EUA antes de ser encontrado
G1/LD

As autoridades do Estado americano de Massachusetts decidiram fechar por tempo indeterminado dezenas de piscinas públicas depois que o corpo de uma banhista passou mais de dois dias sem ser notado em uma delas.

Marie Joseph, uma mãe de cinco filhos de 36 anos, tinha usado um escorregador na piscina do Veterans Memorial Pool, na cidade de Fall River, no domingo passado. Mas ela não voltou à superfície.

Um menino teria alertado os funcionários do local, mas o corpo de Marie Joseph só foi encontrado quando adolescentes entraram no local à noite, clandestinamente, para nadar.

O fechamento das piscinas foi determinado enquanto as autoridades estaduais investigam o caso. Dois inspetores de piscinas foram suspensos.

A autopsia no corpo de Marie Joseph já foi feita, mas os resultados não foram divulgados.

Testemunhas
A haitiana teria entrado no escorregador da piscina juntamente com um menino de nove anos, que notou que ela não voltou para a superfície. A piscina chega a um máximo de quatro metros de profundidade.

Um dos amigos de Joseph afirmou que o menino disse a um dos funcionários que não tinha visto Joseph voltar para a superfície, mas nenhuma checagem foi feita. Os amigos dela pensaram que ela simplesmente tinha ido embora.

O corpo foi encontrado apenas 58 horas depois por um grupo de adolescentes que pulou a cerca fechada da piscina por volta das 22h (horário local) na terça-feira.

“A piscina tem 12 pés (quatro metros) de profundidade. Você não consegue ver ninguém no fundo”, disse à rede de televisão americana ABC Louie Cahill, banhista que frequenta o local.

Gregg Miliote, um porta-voz do procurador responsável pela região, disse à CNN que um corpo em decomposição precisaria de alguns dias para começar a boiar.

“Turva”
A água da piscina onde o corpo de Marie Joseph ficou desde domingo foi descrita como “turva”.

No entando, as autoridades de saúde de Massachusetts afirmaram que não há temor para a saúde pública, já que o cloro na água da piscina protege os usuários.

“Quero garantir ao público que, (a descoberta do corpo) pode ser perturbadora para vocês, mas não há riscos de saúde associados”, afirmou Lauren Smith, diretora médica do Departamento Estadual de Saúde Pública.

“Os fatos parecem indicar que uma mulher estava na água por alguns dias e não foi notada pelos funcionários, frequentadores ou outras inspeções que possam ter ocorrido”, disse à agência de notícias AP o secretário de Energia e Questões Ambientais do Estado, Richard Sullivan.

Sullivan acrescentou que “houve uma falha sistemática em algum momento”, mas disse também que acreditar que foram realizados os procedimentos normais de checagem das piscinas depois do fechamento.

“Passamos por um procedimento em cada uma de nossas piscinas. Acreditamos que todos eles tenham ocorrido.”

 

 

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