Mato
Grosso do Sul registrou queda de 92,7% no número de mortes por dengue no
primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Nos
primeiros seis meses de 2010 foram 41 mortes e neste ano apenas 3 confirmadas.
O total de casos graves também recuou 93,5% passando de 1.759 para 114. No ano
o Estado registra 12.712 notificações, volume 79% menor que no mesmo período de
2010. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde.
No
Brasil os casos graves de dengue confirmados também caíram 45%, em
comparação ao mesmo período de 2010. De janeiro ao início de julho de 2011,
foram confirmados 8.102 casos graves da doença, contra 14.685 no primeiro
semestre de 2010. Os dados constam no balanço do primeiro semestre de 2011,
divulgados hoje (06) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o secretário
de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa.
O
número de mortes pela doença no Brasil sofreu uma redução de 44% em comparação
com o mesmo período do ano passado. De janeiro até agora, foram confirmados 310
óbitos, sendo que no mesmo período do ano passado foram 554 casos. A maior dos
casos graves confirmados (57%) está concentrada nas regiões Sudeste e Nordeste,
nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Ceará.
O
ministro da Saúde atribui a queda no número de casos graves à organização da
rede pública de saúde em todo o país, a ampliação no fluxo de atendimento e,
sobretudo, ao diagnóstico precoce. “Contribuíram para essa redução o esforço
dos profissionais de saúde e o controle dos focos do mosquito pelas equipes de
vigilância”, afirmou Padilha. Ainda, reforçou o papel da participação da
população no combate à doença. “No segundo semestre, vamos aumentar a
mobilização fazendo ações junto à população”, observou.
Embora
o ministério tenha atingido a meta de reduzir os casos de dengue, o fato não
significa que as ações devam ser amenizadas. “Temos vários tipos de vírus
circulando e pessoas suscetíveis, que não foram contaminadas. Portanto, não
devemos reduzir as ações, mas, pelo contrário, reforçá-las”, disse o ministro.
O
secretário Jarbas Barbosa destacou a importância das ações das secretarias
estaduais e municipais no combate à doença em país. “O grande desafio foi ideia
de integrar o combate ao mosquito com ações de saúde e vigilância”, reforçou.
No início deste ano foi publicada a portaria 104/2011, que estabeleceu a
obrigatoriedade da notificação imediata dos casos graves e óbitos por dengue
pelas Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde. O sistema mais sensível
permitiu a orientação da assistência nos estados e municípios com informações
em tempo adequado.
As
regiões Sudeste e Nordeste concentram o maior número de mortes confirmadas. A
maior incidência de óbitos (70%) ocorreu nos estados de São Paulo, Rio de
Janeiro, Ceará, Bahia, além do Amazonas (região Norte). Por outro lado, nos
estados de Acre, Amapá, Rondônia, Roraima, Piauí, Paraíba, Bahia, Mato Grosso,
Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal, houve uma redução
significativa no número de mortes, em comparação com 2010.