Quinta-feira, 14 de Julho de 2011         07h55        83
Brasil vê disposição para diálogo na Síria e busca consenso na ONU
Agencia Brasil/LD

Em uma semana de crescente pressão dos Estados Unidos e de outros países contra o governo da Síria, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, defendeu ontem (13) a busca por consenso sobre o tema no Conselho de Seguraa das Nações Unidas. Segundo ele, a posição brasileira é a de que, apesar da violência contra manifestantes pró-democracia, há por parte do governo sírio alguma disposição para o diálogo.

O Brasil faz parte de um grupo de países dentro do conselho que vem resistindo a uma condenação mais dura à Síria, como gostariam os Estados Unidos, a Grã-Bretanha, a Fraa e outros países europeus.

No começo desta semana, após ataques às embaixadas dos Estados Unidos e da Fraa em Damasco, cresceu ainda mais a pressão desses países contra o governo Bashar Al Assad.

Apesar da violência em escala inaceitável – que o Brasil não considera condizente com um Estado moderno, democrático e pluralista, como esperamos que a Síria se torne cada vez mais –, o governo sírio, diferentemente do da Líbia, tem demonstrado alguma disposição em promover um diálogo nacional, em rever leis eleitorais, em soltar presos políticos e em avaar algumas reformas”, disse Patriota.

Para o chanceler, o ideal é que o Conselho de Seguraa intensifique a busca pelo consenso, do contrário a disposição deve partir do presidente Bashar Al Assad – alvo de protestos intensos desde começo deste ano. O chanceler participou ontem da reunião do Conselho de Seguraa que recomendou a integração do Sudão do Sul às Nações Unidas.

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, disse que Assad “perdeu a legitimidade e o é “indispensável”. As críticas de Hillary ocorrem no momento que grupos de defesa dos direitos humanos informam que mais de 1,4 mil civis e 350 oficiais de seguraa foram mortos durante as manifestações contra o governo.

 

 

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