O
futuro é rodeado de perspectivas positivas para o setor de carne bovina brasileira. De acordo com a Confederação de Agricultura Agropecuária (CNA), o Brasil deve exportar, até o fim do ano, cerca de dois
milhões de toneladas desse tipo de carne. Quase 25% a mais do que o
exportado
em 2010, período em que o país atingiu a marca de 1,6 milhão de toneladas.
Visando esse
mercado
em plena ascensão,
será realizado em São Paulo, de 23 a 25 de agosto, a 10ª
edição da TecnoCarne - Feira Internacional de Tecnologia para a Indústria da Carne. Ao todo,
serão 650 marcas expositoras, de diversas partes do Brasil e do
mundo, expondo o que há de mais moderno e funcional dentro dos mais variados
segmentos que compõem esse setor: ingredientes e aditivos,
embalagens,
refrigeração,
logística,
produtos e serviços, tratamento de efluentes e higienização, equipamentos e acessórios,
entre outros.
Um
dos principais
fatores
para a boa fase do mercado bovino é
que, além
do aumento
na produção
e na exportação, o valor da arroba do boi
gordo vem batendo
recordes.
Nos primeiros meses de 2011, a BM&F Bovespa já acusava preços que
ultrapassavam a casa dos R$100,
enquanto
no começo de 2010
esse valor
girava em torno
dos R$75,00.
Em
2008, por conta de uma inadequação no sistema nacional de rastreabilidade do gado, o Brasil acabou
sofrendo um embargo pela União Europeia (EU) que
prejudicou a comercialização com o
velho continente. No entanto, os excelentes números – tanto os já
registrados
quanto
os estimados
para o segundo
semestre de 2011
- indicam
que, aos
poucos, esse obstáculo está sendo rompido e as exportações para estes países retomadas.
Em
contrapartida à queda nas vendas aos países da UE, as exportações para mercados como
Oriente Médio, Rússia e Hong Kong apresentaram um eminente crescimento nos últimos anos. Segunda a CNA, em 2010,
por exemplo, o Brasil vendeu cerca de U$3,86 bilhões em carne bovina in natura (não
industrializada) para estes países, o que
representa um aumento de 27% em
relação a 2009.