Embora
aliados históricos no plano estadual, PMDB e PSDB devem enfrentar um duelo
inédito pelo controle das prefeituras nas eleições de 2012 em Mato Grosso do
Sul.
Os
dois grupos políticos devem disputar espaços políticos tanto na capital quanto
no interior do Estado, cujo prenúncio de rompimento foi feito a partir do
lançamento de candidatura própria à sucessão do prefeito Nelsinho Trad
(PMDB).
O
presidente regional do PSDB, deputado federal Reinaldo Azambuja, está
credenciado pela cúpula tucana a entrar pela primeira vez em reduto controlado
pelo PMDB, há mais de duas décadas à frente da prefeitura de Campo
Grande.
Apesar
do confronto iminente entre aliados, o PMDB ainda não tem um nome que reúna
consenso, já que três pré-candidatos (Edil Albuquerque, Carlos Marun e Paulo
Siufi) disputam a preferência da militância do partido por meio de pesquisas
qualitativas e quantitativas. Sem contar o interesse do governador André
Puccinelli (PMDB) em apoiar a candidatura do deputado federal Edson Giroto
(PR).
Seguindo
orientação do comando nacional, que determinou candidatura própria nas capitais
como forma de fortalecer o partido rumo à candidatura do senador Aécio Neves
(PSDB-MG) ao Palácio do Planalto em 2014, o PSDB também planeja lançar
candidato a prefeito em pelo menos 40 das 78 cidades de Mato Grosso do Sul,
conforme atesta o próprio Azambuja.
Atualmente,
os tucanos comandam 13 prefeituras e conta com 97 vereadores, número que o
grupo deseja ampliar nas eleições municipais de 2012.
Um
dos exemplos nítidos de que a rota de colisão entre peemedebistas e tucanos nas
bases eleitorais será inevitável foi o lançamento da pré-candidatura do
ex-prefeito e secretário-executivo do diretório regional, Enelvo Felini, à
prefeitura de Sidrolândia, cidade vizinha da capital administrada pelo
peemedebista Daltro Fiúza.
Em
meados de junho deste ano, o PSDB confirmou candidatura a prefeito na cidade de
Ivinhema, administrada por Renato Câmara (PMDB). Nesse caso, Azambuja vê a
possibilidade de o PMDB se aliar aos sociais democratas devido ao alinhamento
político que já possui com o atual prefeito.
PMDB
Embora
ciente de que terá a difícil missão de impedir eventual rompimento no maior
colégio eleitoral do Estado, o governador André Puccinelli articula a
composição de uma chapa majoritária a fim de manter a hegemonia na Capital.
Antes disso, porém, deve manter o diálogo aberto com os aliados na tentativa de
mantê-los em seu grupo político.
No
interior, o foco do PMDB é a prefeitura de Dourados, a mais importante do
interior, onde o partido embora integre a base de sustentação do prefeito
Murilo Zauith, que trocou o DEM pelo PSB recentemente, vislumbra comandar o
município.
Candidato
declarado à sucessão do prefeito “neosocialista”, o deputado federal Geraldo
Resende divide opiniões no PMDB local com seu colega de Câmara, Marçal Filho,
outro potencial candidato ao posto de Zauith, que cumpre ‘mandato tampão’ de
dois anos em decorrência da renúncia do prefeito Ari Artuzi (ex-PDT).
A
largada do PMDB deverá ser dada no próximo dia 6 durante mega-encontro regional
com pré-candidatos, que ocorrerá em Dourados, na Câmara de Vereadores.
O
encontro deve reunir lideranças políticas e dirigentes dos diretórios de 39
municípios das regiões da Grande Dourados, Conesul, Sudoeste, Vale do Ivinhema
e também da fronteira com o Paraguai.
Hoje,
o PMDB administra 28 prefeituras, mas a meta é ampliar as bases eleitorais do
partido visando à sucessão de André Puccinelli em 2014.
*Informações
do Conjuntura Online