Foi
sancionada hoje a lei que determina a realização do exame
eletrocardiograma em crianças recém-nascidas que têm Síndrome de Down.
Aprovada em maio
pela Assembleia,
a lei entra
em vigor hoje, porém, sem os trechos que determinam
a realização gratuita do exame.
Os
três parágrafos que explicitavam como deveria ser bancado o exame foram vetados pelo
governador André Puccinelli (PMDB).
Um
parágrafo previa que a realização do ecocardiograma deveria
ocorrer conforme prescrição médica, nos estabelecimentos públicos e privados credenciados ao
Sistema
Único de Saúde.
O
outro determinava
que as despesas
teriam de fazer
parte do orçamento do Estado e o último item estabelecia que deveria
haver um novo aporte financeiro para isso, além da cota já existente do SUS.
O
veto a esses trechos do projeto de lei aprovado foi publicado hoje, junto com
a sanção, sob o argumento de que do jeito que foi aprovada, a lei
invadia a competência do Executivo.
“Além
disso, o art. 2º não está em consonância com a política estadual de saúde, tendo em vista
que a pactuação e a distribuição dos serviços de saúde consideram, necessariamente, aspectos técnicos não
apenas para a sua implantação, como também para a sua manutenção, já que não é
razoável exigir de todos os estabelecimentos públicos e
privados de saúde, o
oferecimento do mesmo serviço”, afirma o texto.
Do
jeito que foi sancionada, a lei traz apenas a previsão de realização
do exame, sem
obrigar o Poder Público a custear.
O
objetivo da proposta de lei, do deputado Zé Teixeira (DEM) foi de beneficiar
as crianças com a síndrome que nascem com alguma complicação no coração e ficam
impossibilitadas de receber o estímulo precoce para desenvolver
a fala e a coordenação motora. Com o ecocargiograma exame não
invasivo, é possível avaliar as condições cardiovasculares e encaminhar a
criança ao tratamento adequado.
De acordo as
informações da presidente Sociedade Juliano Varela, Malu Fernandes, as
crianças com problema cardíaco não conseguem mamar,
não ganham peso e não podem receber o estímulo precoce para evitar
riscos.