Essa
era a metodologia utilizada por Adolf Hitler na Alemanha Nazista. Para exercer
forte controle sobre as instituições educacionais e os meios de comunicação o
Chanceler Paul Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda desse regime repetia
tantas vezes uma mesma mentira que o povo passava a acreditar. Desta forma,
governaram com “mãos de ferro” por mais de uma década e liquidaram da face da
terra milhares de seres humanos. Adolf Hitler governou a Alemanha de 1933 a 1945.
Após
algumas décadas do fim deste que é considerado um dos principais atentados
contra a humanidade, o uso da retórica perversa volta à cena política, desta
vez na cidade de Dourados. É claro que em outro contexto, mas o objetivo do
discurso é o mesmo: criar uma verdade absoluta, ou seja, dizer que foi vítima
de um golpe, ou de uma armação, como queiram.
O
Jornal do SIMTED do dia 28 de setembro de 2010, em edição especial trazia a
seguinte manchete: “A CASA CAIU!”. Dizia o jornal: “No dia 1º de setembro de
2010, raiava o Sol na cidade de Dourados quando dezenas de polícias federais
começaram a cumprir os primeiros mandados de prisão, busca e apreensão em
outras dezenas de residências do município.
Desta
vez, as casas vistoriadas pelas autoridades não se tratavam de lares comuns e
sim da casa do prefeito de Dourados, Ari Valdecir Artuzi, 11 vereadores e de
vários outros servidores municipais e empresários da cidade. Tinha início o
desfecho da Operação Uragano, realizada pela Polícia Federal com a colaboração
do Jornalista e ex-secretário de Governo do próprio prefeito, Eleandro Passaia.
Dourados já não seria mais a mesma”.
Passados
poucos meses de tudo que aconteceu na política e na administração de Dourados,
os mesmos personagens flagrados ao receber dinheiro, e que tudo indica, eram de
desvio de recursos públicos, percorrem normalmente os bairros populares da
cidade, se posando de inocentes, coitadinhos e “vendendo” a imagem de que tudo
não passou de um golpe, de armação. Isso se torna preocupante, na medida em
que, temos a impressão que a sociedade encara esse fato com a maior
naturalidade.
Não
desejamos que os mesmos políticos, que transformaram a cidade num verdadeiro
caos retornem ao poder. Ademais, acreditamos ser importante evitar criar
“palanques” para pessoas que deixaram a cidade completamente arrasada. A
sociedade deveria deixá-los bem longe dos “holofotes”, pois, despeitaram a
comunidade, não deram o devido valor à quantidade de votos recebidos. Tanto que
em pouco tempo de mandato se sujaram na lama da corrupção, portanto, devem ser
“sepultados” da política douradense.
Sonharmos
em construir uma cidade, um estado e país decente, por isso, não devemos
acreditar em versões de políticos aventureiros, que tentam a qualquer custo
ressuscitarem para a política. Para quem já foi desmascarado num passado bem
recente, é muita “cara de pau” se posar de vítimas, sobretudo, depois de todas
as imagens estampadas várias vezes na televisão recebendo dinheiro.
Acreditamos, entretanto, que a justiça tem motivos de sobra para evitar outra
catástrofe daquela que ocorreu no ano de 2010 em nosso município. Que a justiça
seja feita.
(*)Ivo
Campos é professor da Rede Municipal de Ensino de Dourados (MS).