Terça-feira, 02 de Agosto de 2011         07h01        161
Sob liminar, transportadora libera compras on-line que estavam paradas
CGNews/PCS
Simão Nogueira
 Sob liminar, transportadora libera compras on-line que estavam paradas
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Após uma nova decisão da Justiça liberando produtos comprados em um dos maiores grupos do e-commerce do País, o B2W (Americanas, Shoptime e Submarino), a transportadora que faz as entregas em Campo Grande começou hoje a levar para os consumidores os produtos que estavam parados. Na última sexta-feira (29) a Justiça determinou a imediata liberação das mercadorias retidas como forma de cobrança do tributo.

De acordo com o gerente da Mira Transportadora, João Carlos de Souza, 800 entregas que estavam retidas estão sendo feitas. Segundo João, no sábado foram carregados os veículos para hoje começar a entrega. “Estamos trabalhando desde a primeira hora do dia para entregarmos todas as mercadorias”.

A psicóloga Ligia Gonçalves, 34 anos, foi uma das que recebeu produtos. Ela disse que entende que a briga é uma questão do governo, mas diz que o cliente quer receber sua mercadoria no prazo certo. “É ruim para o consumidor, a gente que receber em menos tempo possível”, disse.

Ligia comprou um carrinho de bebê e conta que prefere comprar pela internet por causa dos preços mais em conta do que em lojas convencionais. “Antes eu comprava e o prazo para entrega era de sete dias úteis, dessa vez me deram um prazo de 42 dias”. Segundo ela comprou o produto no dia 7 de julho.

Para a professora Renata Vassan, 30 anos, é a segunda vez que compra produtos de eletrodomésticos pela internet e nunca teve problemas. “Esses dias fui ver uma televisão que custava R$ 300 mais barato do que na própria loja”, afirma Renata.

Renata ficou surpresa quando viu o aparelho de ar condicionado chegando. “Faz 15 dias que eu comprei e pediram um prazo de 40 dias. Sorte que chegou mais cedo”, comemora.

Mato Grosso do Sul entrou na disputa para arrecadar impostos do comércio eletrônico desde primeiro de maio deste ano. Pelo decreto, o governo arrecada de 5% a 7% do imposto, dependendo do Estado de origem.

Antes, o imposto só era recolhido na unidade da federação de origem do produto. Ao mudar as regras, o governo de Mato Grosso do Sul divulgou que era para evitar uma perda de imposto estimada em R$ 44 milhões em 2011 e que poderia chegar a R$ 244 milhões em 2014.

A decisão gerou uma guerra judicial, com várias lojas entrando na Justiça para derrubar a cobrança. A decisão favorável a B2W diz que os produtos não podem ficar retidos, mas mantém a cobrança do tributo.

 

 

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