Após
uma nova decisão da Justiça liberando produtos comprados em um dos maiores
grupos do e-commerce do País, o B2W (Americanas, Shoptime e Submarino), a
transportadora que faz as entregas em Campo Grande começou hoje a levar para os
consumidores os produtos que estavam parados. Na última sexta-feira (29) a
Justiça determinou a imediata liberação das mercadorias retidas como forma de
cobrança do tributo.
De
acordo com o gerente da Mira Transportadora, João Carlos de Souza, 800 entregas
que estavam retidas estão sendo feitas. Segundo João, no sábado foram
carregados os veículos para hoje começar a entrega. “Estamos trabalhando desde
a primeira hora do dia para entregarmos todas as mercadorias”.
A
psicóloga Ligia Gonçalves, 34 anos, foi uma das que recebeu produtos. Ela disse
que entende que a briga é uma questão do governo, mas diz que o cliente quer
receber sua mercadoria no prazo certo. “É ruim para o consumidor, a gente que
receber em menos tempo possível”, disse.
Ligia
comprou um carrinho de bebê e conta que prefere comprar pela internet por causa
dos preços mais em conta do que em lojas convencionais. “Antes eu comprava e o
prazo para entrega era de sete dias úteis, dessa vez me deram um prazo de 42
dias”. Segundo ela comprou o produto no dia 7 de julho.
Para
a professora Renata Vassan, 30 anos, é a segunda vez que compra produtos de
eletrodomésticos pela internet e nunca teve problemas. “Esses dias fui ver uma
televisão que custava R$ 300 mais barato do que na própria loja”, afirma
Renata.
Renata
ficou surpresa quando viu o aparelho de ar condicionado chegando. “Faz 15 dias
que eu comprei e pediram um prazo de 40 dias. Sorte que chegou mais cedo”,
comemora.
Mato
Grosso do Sul entrou na disputa para arrecadar impostos do comércio eletrônico
desde primeiro de maio deste ano. Pelo decreto, o governo arrecada de 5% a 7%
do imposto, dependendo do Estado de origem.
Antes,
o imposto só era recolhido na unidade da federação de origem do produto. Ao
mudar as regras, o governo de Mato Grosso do Sul divulgou que era para evitar
uma perda de imposto estimada em R$ 44 milhões em 2011 e que poderia chegar a
R$ 244 milhões em 2014.
A
decisão gerou uma guerra judicial, com várias lojas entrando na Justiça para
derrubar a cobrança. A decisão favorável a B2W diz que os produtos não podem
ficar retidos, mas mantém a cobrança do tributo.