Em
meio à crise nuclear, o governo do Japão demitiu o chefe da Agência de
Segurança Nuclear, Nobuaki Terasaka, o chefe da Agência de Recursos Naturais e
Energia, Tetsuhiro Hosono, e o vice-ministro das Finanças, Indústria e Comércio, Zazuo Matsunaga. As
demissões ocorreram cinco meses depois dos vazamentos e explosões radioativas.
O
ministro da Indústria e Comércio do Japão, Banri Kaieda, disse que as três
autoridades - Terasaka, Hosono e Matsunaga - serão responsabilizadas pela “má
administração dos problemas”. O ministro também planeja demitir-se do cargo para
assumir a responsabilidade por suas ações.
Em
11 de março, um terremoto seguido por tsunami atingiu de forma mais intensa as regiões
do Centro e Nordeste do Japão. Os abalos provocaram danos na Usina Nuclear
de Fukushima Daiichi, a Nordeste do país, gerando vazamentos e explosões. Dias
depois, o governo constatou que o ar, a água e a terra em volta da usina estavam
contaminados.
Para
evitar o agravamento da situação, cidades inteiras ao redor da usina foram
esvaziadas e
proibido o consumo de produtos da região. Moradores que trabalhavam no campo
estão impedidos de voltar para suas atividades e as crianças e os
adolescentes são mantidos em escolas provisórias.