Responsável
por executar a Política Nacional de Turismo, o Instituto Brasileiro de Turismo
(Embratur) suspendeu por 45 dias a assinatura de novos convênios com entidades
sem fins lucrativos e a transferência de recursos previstos em contratos já
assinados.
A
decisão foi anunciada hoje (15), por meio de portaria publicada no Diário
Oficial da União, e segue a resolução já adotada pelo Ministério do Turismo, ao
qual o instituto é vinculado. No último dia 10, o ministério também suspendeu,
pelo mesmo período, a assinatura de novos convênios.
Assinada
pelo presidente do instituto, Flávio Dino de Castro e Costa, a portaria também
estabelece que as diretorias do órgão realizem um levantamento dos convênios e
semelhantes instrumentos legais pendentes de prestação de contas, priorizando
suas análises e informando quinzenalmente as análises procedidas e providências
adotadas. Também será realizada uma auditoria interna.
As
resoluções são uma resposta à Operação Voucher, deflagrada pela Polícia Federal
no último dia 9 para apurar um suposto esquema de desvio de recursos públicos
destinados a cursos de qualificação profissional.
Originadas
a partir de auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU), as investigações
preliminares constataram irregularidades na execução de um convênio de R$ 4,4
milhões entre o Ministério do Turismo e o Instituto Brasileiro de
Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi). A PF estima que ao
menos dois terços dos recursos foram desviados pelo esquema de corrupção.
Trinta e seis pessoas, entre servidores do ministério, empresários e diretores
do Ibrasi, foram presos.