A
Marfrig teve um prejuízo de R$ 91 milhões no segundo trimestre, revertendo
lucro líquido de R$ 103,8 milhões de um ano antes e ganho de R$ 23,5 milhões
dos três primeiros meses do ano.
O
resultado reflete o alto custo dos insumos, principalmente grãos e o gado para
abate, e a apreciação do real frente ao dólar.
A
geração de caixa operacional da empresa, medida pelo Ebitda (sigla em inglês
para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), ficou em R$
277,8 milhões, 9,7% maior que em igual período do ano passado.
A
margem Ebitda ficou em 5,2%, menor tanto em relação ao trimestre anterior,
quanto em relação aos 7,1% do mesmo intervalo de 2010.
A
companhia afirma no balanço que a retração na margem Ebitda é "explicada
pelo aumento dos preços de matérias-primas (principalmente grãos), pela
apreciação do real frente ao dólar no período, pelos aumentos com mão de obra e
pela pressão inflacionária nos países onde operamos".
A
companhia foi uma das que teve as maiores perdas recentemente, em meio à queda
generalizada dos mercados acionários, após o rebaixamento da nota dos Estados
Unidos e do temor do agravamento da crise na zona do euro, chegando a cair 20%
na segunda-feira passada.
A
Marfrig informou que trabalha para mudar o perfil da dívida, "alongando o
endividamento e reduzindo o custo médio ponderado das operações". A
companhia apontou que o percentual da dívida de curto prazo caiu para 22,7% no
trimestre encerrado em 30 de junho, versus 29,6% no trimestre anterior.
A
receita líquida no período totalizou R$ 5,3 bilhão, altas de 49,6% ante o
segundo trimestre de 2011 e de 1,3% sobre o período de janeiro a março.