A
Petrobras anunciou lucro líquido de R$ 10,94 bilhões no segundo trimestre de
2011, alta de 32% sobre os R$ 8,295 bilhões apurados em igual período do ano
anterior. O resultado veio no mesmo patamar do primeiro trimestre deste ano,
quando a empresa teve lucro líquido de R$ 10,98 bilhões.
No
semestre, a estatal teve lucro líquido recorde de R$ 21,9 bilhões, o que
representa alta de 37% em relação aos R$ 16 bilhões dos primeiros seis meses do
ano passado.
No
âmbito corporativo, a Petrobras destacou a melhora do rating da dívida da
companhia em moeda estrangeira pela agência de classificação de risco Moody´s
para A3. "A consistência de nossos indicadores financeiros, aliada à
robustez do caixa da Companhia e ao planejamento de longo prazo são fatores
importantes para esta melhor avaliação de nossa dívida", disse a
estatal".
Para
a estatal, isto poderá contribuir para a ampliação da base de investidores,
além da
melhora de condições de captação de recursos.
Segundo trimestre
A receita líquida
da companhia entre abril e junho alcançou R$ 61,469 bilhões, alta de 14,6% em
igual comparação, ocasionada principalmente pela recuperação dos preços do
petróleo na comparação anualizada, efeito parcialmente compensado pela política
da estatal de manter os preços da gasolina e do diesel inalterados no mercado
doméstico.
O
Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) trimestral
totalizou R$ 16,139 bilhões no segundo trimestre deste ano, com expansão de
1,33% na mesma base comparativa. O resultado financeiro foi positivo em R$
2,895 bilhões, ante R$ 630 milhões negativos no mesmo período do ano passado.
O
segundo trimestre foi marcado pela expectativa acerca da definição do Plano de
Negócios 2011-2015, cuja divulgação ocorreu somente em julho. O plano prevê
investimentos de US$ 224,7 bilhões (R$ 389 bilhões) no período, sendo a maior
parte, equivalente a US$ 127,5 bilhões ou 57% do total, destinada à área de
Exploração e Produção (E&P).
A
área de Refino, Transporte e Comercialização receberá US$ 70,6 bilhões. Outros
US$ 13,2 bilhões serão destinados à área de Gás e Energia, US$ 4,1 bilhões à de
Biocombustível, US$ 3,8 bilhões à Petroquímica, US$ 3,1 bilhões à Distribuição
e US$ 2,4 bilhões ao Corporativo.
O
Plano de Negócios prevê a aplicação de 95% dos investimentos (US$ 213,5
bilhões) nas atividades desenvolvidas no Brasil e 5% (US$ 11,2 bilhões) nas
atividades do exterior, em um total de 688 projetos. Desse total, 57% são
referentes a projetos já autorizados para execução e implementação.
O
investimento total da Petrobras em 2011 deverá somar R$ 84,7 bilhões, uma
expansão de 10,9% em relação aos R$ 76,4 bilhões investidos no ano passado. O
montante, por outro lado, é 8,9% inferior ao orçamento previsto inicialmente
para 2011, que era de R$ 93 bilhões.