Sexta-feira, 19 de Agosto de 2011         15h15        224
Sudeco defende nova rota ferroviária para escoar a produção do Estado
Correio do Estado/PCS
Valdenir Rezende
 <b>Sudeco defende nova rota ferroviária para escoar a produção do Estado
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Reativada com a expectativa de ser indutora do desenvolvimento da região, a Sudeco (Superintendência Regional do Centro-Oeste) pretende dar prioridade ao investimento na infraestrutura ferroviária, sem deixar de aperfeiçoar o modal rodoviário.

Na audiência pública “Sudeco: Instrumento de Desenvolvimento do Centro-Oeste”, nesta sexta-feira (19/8), na Assembleia Legislativa, o diretor-superintendente Marcelo Dourado revelou que pretende investir em uma nova rota ferroviária, mudando o escoamento das cargas do Porto de Paranaguá (PR) para o Porto de Santarém (PA).

A ideia, explica o superintendente da Sudeco, é reduzir o custo do frete, diminuindo a distância percorrida pelas commodities para chegar aos grandes centros consumidores como Estados Unidos, Canadá e Europa.

Recriada, a Sudeco contará com o FDCO (Fundo do Desenvolvimento do Centro Oeste), que tem expectativa de orçamento de R$ 1,3 bilhão. “Esse número é pequeno para a região que tem o maior PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil”, avaliou o próprio superintendente. “A perspectiva é que os recursos do Tesouro entrem em vigor em 2012, mas isso depende da aprovação do Orçamento”, disse.

Marcelo Dourado revelou não haver ainda definição pelo Governo Federal se o BDCO (Banco de Desenvolvimento do Centro-Oeste) será criado para operar o recurso do FDCO. Para ele, os recursos deverão ser operados por bancos que tenham um perfil público.

Propositor da audiência pública, o deputado Junior Mochi (PMDB) destacou que a Sudeco e o FDCO serão instrumentos importantes de investimento em infraestrutura, beneficiando Mato Grosso do Sul.

Ele disse ser favorável a proposta de uma nova rota ferroviária para escoamento da produção. “Uma nova rota pela região Norte poderá ser importante principalmente para as commodities, pensando também na saída para o Pacífico”, afirmou.

A audiência pública contou com a participação de congressistas de Mato Grosso do Sul.“A Sudeco é um elemento primordial para dar exemplo e ser força propulsora do desenvolvimento”, destacou o coordenador da bancada federal, deputado Geraldo Resende (PMDB).

“Estamos de olho gordo nesses R$ 1,3 bilhão (do FDCO). Tem uma divisão equitativa entre os estados considerando critérios como população e área, mas queremos que 100% dos recursos para Mato Grosso do Sul sejam aplicados porque o Estado está na rota da industrialização”, afirmou o senador Waldemir Moka (PMDB).

Já a secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário, da Produção e Turismo, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias, avaliou que o debate foi importante principalmente para discutir a destinação dos recursos para a região Centro-Oeste.

  4 Comentários

  Só Observando(Retificando)  observandoCoxim  |   20/08/2011   22h08
    |  
Olá redação,obrigado por ter postado meu comentario gostaria de fazer uma retificação: Fiquei preocupado com a primeira frase do penultimo paragrafo e não do terceiro como escrevi no comentario anterior.......minhas desculpas.....agora sim,, dei o meu recado...........

  Só observando  observador  |   20/08/2011   16h03
    |  
É um grande projeto e com certeza nossa região será a grande beneficiada ...fiquei um pouco preocupado com a primeira frase do terceiro paragrafo da materia....dei meu recado

  cidadão    |   19/08/2011   17h16
    |   estoudeolho
Nós, moradores do centro oeste esperamos que , se esse recurso realmente vir para o estado, que não seja desviado para beneficios individuais de politicos sem compromisso com o povo.

  Santos  Estudante e Fun. Púb.  |   19/08/2011   16h33
  Coxim/MS  |  
Temos um sistema de transporte de cargas em nosso país que era usada pelos paises desenvolvidos a quase um século atrás. Hoje vejo na região norte de MS balança e um sistema rodovia com algumas melhorias como a 3º faixa, mas é um sistema ineficiente e caro. O Brasil precisa mudar muito, devemos parar de pensar que nosso país é país de futuro, nosso país é um local do presente, pois é neste momento que vivo, trabalho, estudo e uso as rodovias. Investir em ferrovias e hidrovias é economizar tempo, dinheiro e contribuir para o ecossistema. O transporte por rodovias gera prostituição junto as vias públicas, venda e consumo de drogas (rebite), acidentes e lucro para poucos.

 

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