A
presidente Dilma Rousseff afirmou hoje (22) que o governo tem como meta
alcançar 1,2 milhão de matrículas em universidade federais até 2014. Na semana
passada, foi anunciada a criação de quatro unidades em estados do Norte e do
Nordeste. Com a expansão, a rede federal passa a contar com 63 universidades.
No
programa semanal Café com a Presidenta, Dilma avaliou o anúncio como um passo
importante na terceira fase do Plano de Expansão da Rede Federal de Educação,
formada por universidades federais e também por Institutos Federais de Educação
Profissional, Ciência e Tecnologia (Ifets).
“Estamos
criando condições para formar engenheiros, médicos, agrônomos, professores,
dentistas e técnicos das mais diversas especializações, em municípios dos mais
diferentes tamanhos, em todas as regiões”, afirmou a presidente.
Dilma
lembrou que cidades com mais de 50 mil habitantes foram priorizadas na escolha
dos locais para as universidades. Segundo ela, tratam-se de microrregiões onde
não existiam unidades da rede federal, sobretudo no interior do país. Também
foram considerados municípios com elevado percentual de pobreza e com mais de
80 mil habitantes, mas onde as prefeituras têm dificuldade de investir em
educação.
“Antes,
para realizar o sonho de ter uma profissão, o jovem tinha que sair de casa,
viajar para estudar na capital ou nos grandes centros urbanos. Agora, o ensino
universitário, o ensino tecnológico está indo onde o cidadão mora ou nas suas
vizinhanças”, explicou.
Para
a presidente, um salto na educação brasileira pode contribuir para o
enfrentamento da crise econômica que atinge países como os Estados Unidos e os
da União Europeia.
“Temos
que ter consciência de que estamos vivendo uma situação mundial de muitas
turbulências lá fora. Estamos preparados para atravessar esse momento de
instabilidade econômica mundial, mas não podemos descuidar. Temos que enfrentar
os desafios de hoje sem tirar os olhos do amanhã.”