O
ex-deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT) declarou nesta manhã, ao deixar o
prédio da Governadoria, que sua aproximação com o governador André Puccinelli
(PMDB) não visa as eleições do ano que vem.
Ele
afirmou que pretende ver Puccinelli, pelo PMDB, candidato, e Delcídio, no PT,
integrando a bancada de Mato Grosso do Sul no Senado.
“Não
quero candidatura (a prefeito). Quero André e Delcídio candidatos ao Senado”,
comentou sem explicar quem esta articulação poderia beneficiar. Outra questão
ininteligível no raciocínio de Dagoberto é que Delcídio estará no meio do
mandato de senador, não havendo razão dele postular a reeleição em pleno curso.
O que se pode pregar é a permanência de Delcídio em Brasília, mas já está
encaminhada a pré-candidatura dele ao governo.
A
declaração do pedetista vai à contramão da oficialização dele como
pré-candidato do partido a prefeitura de Campo Grande em 2012. O registro foi
feito em encontro do PDT na sexta-feira na Capital.
A
articulação também vai contra o passado recente de Dagoberto, que subiu no
palanque de Zeca do PT na campanha ao governo do Estado no ano passado e foi um
dos principais rivais da campanha peemedebista.
Sobre
sua ida à Governadoria nesta manhã, Nogueira desconversou. Afirmou que esteve
no local apenas para conversar de forma rápida com uma pessoa e que não foi se
encontrar com Puccinelli.
O
pedetista também falou sobre sua indicação a um cargo na Eletrobras,
especulação que vem desde sua derrota ao Senado no ano passado. “Não quero mais
(cargo). Demorou demais. Quero ficar no Estado fazendo política”, garantiu.
A
presença do governador André Puccinelli na reunião do PDT na sexta-feira e um
possível apoio peemedebista à sigla rival gerou polêmica entre aliados e
oposição.
Integrantes
do PMDB, como o presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, Paulo Siufi,
repudiaram com veemência a aliança. O assunto esquentou as discussões ontem na
Câmara e na Assembleia Legislativa.
Ontem
à noite, em evento da prefeitura da Capital, Puccinelli garantiu que Dagoberto
o procurou para oferecer apoio a candidatura do PMDB a prefeito e reafirmou que
seu partido terá candidatura própria em Campo Grande.