A
projeção de analistas do mercado financeiro para o crescimento da economia este
ano caiu pela quinta semana seguida. A estimativa para a expansão do Produto
Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país,
passou de 3,79% para 3,67%.
Para
2012, a
estimativa foi reduzida pela segunda semana consecutiva, ao passar de 3,90%
para 3,84%. As informações constam do boletim Focus, publicação semanal do
Banco Central (BC), elaborada com base na expectativa dos analistas para os
principais indicadores da economia.
Segundo
dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados na
última sexta-feira (2), o PIB alcançou R$ 1,02 trilhão no segundo trimestre. Na
comparação com o trimestre anterior, houve crescimento de 0,8%.
Em
relação ao mesmo período do ano passado, a economia cresceu 3,1% no segundo
trimestre deste ano, a menor taxa desde o terceiro trimestre de 2009, quando
houve uma queda de 1,8%.
A
estimativa para o crescimento da produção industrial, neste ano, caiu de 2,96%
para 2,63%. Para 2012, a
projeção continua em 4,30%.
A
projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB passou
de 39,15% para 39,20%, em 2011, e permanece em 38%, no próximo ano.
A
expectativa para a cotação do dólar foi mantida em R$ 1,60, ao fim de 2011, e
em R$ 1,65, ao final de 2012.
A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de
exportações menos importações) foi ajustada de US$ 22,90 bilhões para US$ 23
bilhões, este ano, e caiu de US$ 12,10 bilhões para US$ 11,60 bilhões, em 2012.
Para
o déficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de
mercadorias e serviços do Brasil com o exterior), a estimativa passou de US$
57,93 bilhões para US$ 58,25 bilhões, em 2011, e de US$ 68,63 bilhões para US$
68,51 bilhões, no próximo ano.
A
expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o
setor produtivo do país) permanece em US$ 55 bilhões, este ano, e em US$ 50
bilhões, em 2012.