Apesar
de ser a melhor safra em cinco anos, o excesso de seca nos últimos seis meses e
as baixas temperaturas registradas no final do ciclo, derrubaram em 4,49% a
produção de algodão em
Mato Grosso do Sul, em relação a abril – quando foi
registrada a melhor previsão para a cultura, segundo os levantamentos da
Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
As projeções de colheita do
produto em pluma caíram de 93,4 mil para 89,2 mil toneladas.
A área, estimada em 61 mil hectares, apresentou queda de 3,8% na produtividade
nos últimos cinco meses por conta dos fatores climáticos, saindo de 1.521
quilos por hectare, para 1.463 quilos por hectare, em setembro. Porém,
segundo o especialista em mercado do algodão, consultor da Algotêxtil, Pedro
Carlos Calgaro, a estimativa é de que esse número caia ainda mais e a quebra
atinja a casa dos 22%.
“A Conab trabalha com números de 30 dias atrás, quando ela faz o levantamento à
campo. Hoje, já estamos em 75 mil toneladas de produção, com produtividade de
1,2 mil quilos por hectare e, como chegamos a 90% da safra colhida, esses
números estão bem próximos da realidade, devem variar quase nada daqui para
frente”, explica. A estimativa é de que até dia 20 de setembro a colheita da
safra de algodão seja concluída.
A estiagem e o frio, além de reduzirem a produção, deixaram o algodão com menor
qualidade, o que deve desvalorizar o produto na hora da venda.