A inadimplência do consumidor brasileiro subiu 3% em agosto ante julho,
segundo dados da consultoria Serasa Experian. No comparativo com o mesmo mês do
ano anterior, a elevação chega a 29,2%. Para o acumulado do ano, de janeiro a
agosto de 2011, o crescimento foi de 23,4% com relação ao mesmo período de 2010. A evolução do índice
repete o comportamento do mês anterior, quando o indicador subiu 2,9% de junho
para julho.
As
dívidas com os bancos, com um crescimento de 6%, são as principais responsáveis
pela elevação do índice e representam 2,9 pontos percentuais (p.p.) na variação
total. Os cheques emitidos sem fundos subiram 4,5% em agosto e contribuíram
para a alta do indicador com 0,5 p.p.. Os títulos protestados registraram
elevação de apenas 0,6% e não tiveram influência na variação total. Já as
dívidas não bancárias, como financeiras, lojas em geral e prestadoras de
serviços, apresentaram queda de 0,8%, com contribuição negativa de 0,3 p.p. no
índice. O valor médio das dívidas apresentou variações semelhantes.
De
janeiro a agosto deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado,
os títulos protestados tiveram alta de 14,8%, subindo de R$ 1.173,15 para R$
1.347,17. Os cheques sem fundos subiram 8,2%, variando de R$ 1.235,18 para R$
1.336,38. As dívidas com os bancos apresentaram elevação de 0,5% e valores que
subiram de R$ 1.319,99 para R$ 1.326,73. As dívidas não bancárias tiveram queda
de 14,1% e passaram de R$ 376,50 para R$ 323,27.
Segundo
os economistas da Serasa Experian, os juros elevados no crédito e as compras
parceladas no Dia dos Pais impactaram na inadimplência do consumidor em agosto. De acordo com
eles, o pagamento da 1ª parcela do décimo terceiro salário, em novembro, pode
dar um fôlego extra às finanças do consumidor, que poderá priorizar o pagamento
das dívidas assumidas anteriormente.