Apenas
Delcídio do Amaral (PT-MS), Waldemir Moka (PMDB-MS) e outros cinco senadores
compareceram a todas as 62 sessões plenárias deliberativas do Senado no
primeiro semestre deste ano. A Casa tem 88 senadores. O levantamento foi
divulgado pelo site Congresso em Foco.
Pelo
levantamento, apenas 7,9% do total de senadores registraram 100% de
comparecimento a todas as sessões. Todos os mais assíduos neste início de
legislatura (2011-2014) pertencem a partidos da base de sustentação ao governo
no Senado, segundo o site.
Além
de Delcídio e Moka, registraram 100% de presença (ou justificaram a ausência)
os senadores Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), José Pimentel (PT-CE),
Lindbergh Farias (PT-RJ), Paulo Paim (PT-RS) e Pedro Taques (PDT-MT).
Já
o senador Antonio Russo (PR-MS), empresário do setor frigorífico, muito embora
tenha assumido no meio do semestre em razão da renúncia da senadora Marisa
Serrano, está entre os gazeteiros do Senado.
De
acordo com o Congresso em Foco, três outros senadores deixaram de registrar
presença em apenas uma entre as 62 sessões deliberativas – o que reflete, ao
menos no primeiro semestre, a diminuição do número de faltas nessas ocasiões,
quando o plenário se torna palco de discussões que interferem no destino da
população. Pelo levantamento, caiu pela metade o índice de ausência em relação
ao mesmo período de 2010, ano eleitoral.
Com
100% de comparecimento às sessões deliberativas, o também procurador Pedro
Taques diz que não basta apenas cumprir a “obrigação” da presença em plenário,
mas fazer valer a qualidade dessa participação.
O
senador Waldemir Moka disse considera a presença em plenário como “primeira
obrigação” de quem exerce mandato parlamentar. “Tenho procurado exatamente
isso. Mas também acho que às vezes o senador está cumprindo uma outra tarefa,
em outro lugar. Então, algumas faltas são plenamente justificadas”, disse,
recebendo “com alegria” a estatística sobre sua assiduidade e ressalvando que o
ideal é a apreciação de proposições “com o plenário cheio”.