As
exportações de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul nos primeiros
oito meses deste ano cresceram 35,9% com relação ao mesmo período do ano
passado e já somam US$ 1,7 bilhão contra US$ 1,3 bilhão de janeiro a agosto de
2010, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems com base nos dados do
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Além
disso, o valor alcançado no período já é superior ao obtido no ano de 2009,
quando a receita com as exportações de industrializados no respectivo ano somou
US$ 1,3 bilhão.
Na
avaliação do presidente da Fiems, Sérgio Longen, com o registro de crescimento
das vendas ao exterior mês após mês, é possível projetar que, ao fim deste ano,
a receita deve ultrapassar US$ 2,6 bilhões, superando os US$ 2,1 bilhões
obtidos no ano passado pelo setor industrial do Estado. Ainda segundo o
levantamento do Radar da Fiems, a receita do setor industrial manteve o
percentual de 70,2% sobre tudo que foi exportado por Mato Grosso do Sul nos
oito primeiros meses deste ano.
Em
relação ao ano anterior, verifica-se que a participação das exportações de
industrializados apresentou expansão, tanto no comparativo mensal, quanto no
acumulado do ano, com elevações de 2,3 e 2,4 pontos percentuais,
respectivamente. Na avaliação apenas da receita obtida no mês de agosto, quando
as vendas externas de industrializados alcançaram US$ 261,9 milhões, o
crescimento com relação ao mesmo período do ano passado foi de 12%, quando o
valor foi de US$ 233,9 milhões. Quanto à participação relativa, no mês, as
vendas externas de industrializados atingiram a marca de 71,5% de tudo o que
foi exportado por Mato Grosso do Sul.
Além
disso, em receita, igualmente aos meses anteriores, agosto de 2011 mantém o
mesmo comportamento e também se consolida como o melhor resultado já obtido
para o mês em toda a série histórica da exportação de industrializados em Mato Grosso do Sul.
Com o último resultado, até o momento, são 22 quebras consecutivas de recorde
no comparativo com igual mês ao longo da série.
Já com
relação ao volume, no acumulado do ano, o total alcança 5,45 milhões de
toneladas, aumento de 22,3% em relação à igual período de 2010, quando foi
vendido ao exterior o equivalente a 4,46 milhões de toneladas de produtos
industrializados. No mês de agosto, a exportação de industrializados alcançou o
equivalente a 811,4 mil toneladas, indicando, deste modo, um crescimento de
14,2%, em volume, sobre igual mês do ano anterior, quando as vendas externas
somaram 710,6 mil toneladas.
Principais
grupos - Nos sete
primeiros meses deste ano, os principais destaques são para os grupos “Complexo
Carne”, “Extrativo Mineral”, “Açúcar e Álcool”, “Papel e Celulose” e “Óleos
Vegetais”. Os produtos do “Complexo Carne” com mais projeção no período são os
pedaços e miudezas congelados de galos e galinhas, carnes secas e salgadas de
outros animais, carnes congeladas de galos e galinhas não cortados em pedaços,
outras carnes de suínos congeladas e outras miudezas comestíveis congeladas de
bovinos, que proporcionaram um acréscimo, em receita, no comparativo com 2010,
equivalente a US$ 41,9, US$ 9,3, US$ 8,5, US$ 6,3 e US$ 4,8 milhões,
respectivamente.
Contudo,
segundo o Radar da Fiems, as carnes desossadas e congeladas de bovinos,
principal produto do grupo, com participação de 37,5% sobre as receitas totais
do mesmo, obteve, na mesma comparação, uma redução equivalente a US$ 96,5
milhões. Tal desempenho, como indicado nos últimos levantamentos, segue
influenciado, em boa medida, pelas reduções ocorridas em importantes compradores,
especialmente aqueles que passam por conflitos internos de ordem política,
notadamente no mundo árabe. Reflexo de tal situação se verifica no comparativo
das vendas do produto em questão para países como Irã, Jordânia, Argélia,
Emirados Árabes Unidos e Egito, que, somados, apresentaram uma redução de US$
63,3 milhões ou 37,5%, bem como, pelo embargo russo imposto à carne brasileira
a partir do último trimestre de 2010.
Já no
grupo “Extrativo Mineral” o valor alcançado, no ano, ficou em US$ 410,4 milhões,
com destaque para a elevação ocorrida nas exportações de minérios de ferro em
bruto, que até o momento, totalizaram US$ 395,4 milhões ou 96,3% da receita
total. Resultando, deste modo, em uma receita 109,2% maior que a obtida em
igual intervalo de 2010, mesmo com uma expansão, em volume, na mesma
comparação, de 19,6%. Em valores absolutos, o ganho, em receita, supera os US$
206,4 milhões. No grupo “Açúcar e álcool”, no acumulado do ano, a receita de
exportação alcançou o equivalente a US$ 326,9 milhões, indicando, sobre 2010,
um crescimento nominal de 100,2% na receita, resultando num valor adicional de
US$ 163,6 milhões.
Já em
volume, na mesma comparação, a variação foi de 58,1%, aumento superior a 163,0
mil toneladas. Em relação aos compradores, os principais são a Rússia com US$
86,8 milhões ou 26,5%, Geórgia com US$ 24,8 milhões ou 7,6%, Venezuela com US$
22,5 milhões ou 6,9% e Bangladesh com US$ 21,9 milhões ou 6,7%. Quanto às
exportações de “Papel e Celulose” o destaque, naturalmente, continua por conta
da pasta química de madeira semibranqueada (celulose) que até agora, em 2011,
registrou uma receita de exportação equivalente a US$ 272,9 milhões ou 91,7% da
receita total do grupo. Quando comparado com igual período de 2010, houve um
crescimento nominal de 24,8% na receita obtida com o produto.
Ainda em
relação ao grupo, outro destaque foi observado nas vendas de papel fibra
150g/m² que somaram, até agora, o equivalente a US$ 21,8 milhões ou 7,3% do
total, proporcionando, na mesma comparação, uma receita 54,4% maior. Por fim,
os principais comparadores, até o momento, são: Holanda com 21,9% ou US$ 65,1
milhões, Itália com 19,3% ou US$ 57,3 milhões e China com 17,6% ou US$ 52,3
milhões. Já o grupo “Óleos Vegetais Bruto” gerou, em 2011, uma receita de exportação
equivalente a US$ 74,9 milhões, apontando um crescimento nominal de 37,2% sobre
igual período de 2010, quando a receita total foi igual a US$ 54,6 milhões. Em
relação ao volume, até o momento, foram exportadas mais de 60 mil toneladas. O
destaque ficou por conta das vendas de óleo de soja bruto, mesmo degomado com
US$ 70,3 milhões, representando 93,9% da receita total do grupo.
Proporcionando, em comparação ao mesmo período de 2010, uma receita adicional
equivalente a US$ 20,7 milhões.