O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta-feira (16) que
a campanha nacional de vacinação contra sarampo foi prorrogada nos estados que
não atingiram meta de 95% de cobertura do público alvo, crianças de um a sete
anos de idade. A vacinação vai continuar até o dia 30 deste mês em todos os municípios de 16 estados e no
Distrito Federal.
A
campanha vai ser prorrogada até o fim do mês no Acre, no Amapá, no Amazonas, no
Pará, em Rondônia, em Roraima, no Tocantins, na Bahia, no Maranhão, na Paraíba,
no Piauí, no Rio Grande do Norte, no Paraná, em Goiás, em Mato Grosso, em Mato Grosso do Sul e
no Distrito Federal.
Segundo
o ministério, mais de 16 milhões de crianças foram imunizadas em todo o país, o
que equivale a 94,7% da meta nacional. Apenas dez estados, entretanto,
alcançaram a meta de 95% de cobertura, e não precisam continuar a vacinação.
A
prorrogação da campanha, segundo o ministério, deve permitir identificar os
municípios que não atingiram a meta, para intensificar a campanha nesses
locais.
O
Ministério da Saúde alega que investiu R$ 146,7 milhões na compra e distribuição
das doses, agulhas e seringas, e que repassou mais R$ 16,3 milhões aos estados
e municípios, para organizarem a campanha.
A
Campanha de vacinação contra o sarampo ocorre em intervalos de três a cinco
anos para reforçar a proteção das crianças contra a doença e manter o Brasil sem transmissão disseminada do vírus.
Sintomas - O sarampo é uma doença aguda, altamente contagiosa. Os sintomas mais
comuns são febre, tosse seca, manchas avermelhadas, coriza e conjuntivite. A
transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por meio de secreções expelidas pelo
doente ao tossir, falar ou respirar. A vacina é o meio mais eficaz de
prevenção.
Em
2011, até 19 de julho, os estados e os municípios notificaram ao Ministério da
Saúde a ocorrência de 18 casos de sarampo no Brasil, relacionados vírus do tipo
D-4, que circula na Europa. Os seja, são casos importados. As ocorrências foram
relatadas nos estados do Rio Grande do Sul (7), Rio de Janeiro (4), São Paulo
(3), Bahia (1), Mato Grosso do Sul (1), Piauí (1) e no Distrito Federal (1).
Desde 2000, o vírus selvagem não circula em território brasileiro.