Na
próxima quinta-feira (22), a Lei Maria da Penha, que trata da violência
praticada contra a mulher no ambiente familiar, completa cinco anos de
existência. Segundo o Superior Tribunal de Justiça (STJ), o número de processos
de mulheres contra a violência doméstica aumentou 150% entre 2006 e 2011. De lá
para cá foram mais de 110 mil processos, que condenaram quase 12 mil homens
agressores.
A
lei, que conta com 80% de aprovação da população, segundo pesquisa da Fundação
Perseu Abramo feira em 2011, aumenta, por exemplo, em três vezes a pena para
lesão corporal leve em âmbito doméstico. Além disso, acabou com a troca de
detenção para autuados por pagamento de multa ou cestas básicas.
A
mesma fundação aponta que quatro em cada dez mulheres brasileiras já sofreram
algum tipo de agressão doméstica. A estatística não varia desde 2011.
A
lei é considerada uma das três melhores do mundo pelo Fundo de Desenvolvimento
das Nações Unidas para a Mulher. O nome é uma homenagem à biofarmacêutica Maria
da Penha Fernandes, que ficou paraplégica em 1983 após duas tentativas de
assassinato por parte de seu marido à época.
Para
o STJ, o texto da norma é elogiado internacionalmente pela forma em que trata a
violência doméstica incluindo a proteção da vítima pelo Estado. A lei também
fez com que fosse criado o Juizado de violência Doméstica e Familiar contra a
Mulher.
Na
questão do homossexualismo, a lei não difere a orientação sexual, portanto
agressões feitas em âmbito familiar entre mulheres também são consideradas. Há,
também, debates para alterações no texto da lei tramitando na Câmara dos
Deputados, com o objetivo de alterar a forma como ela é aplicada por operadores
de direito.