Diante
da confirmação do foco de febre aftosa no Paraguai, o Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento está adotando medidas preventivas para
proteger o patrimônio pecuário brasileiro e garantir a manutenção do status
sanitário alcançado ao longo dos últimos anos.
Depois
de anunciar ações como aumento do contingente de fiscais federais e estaduais
na região de fronteira e colocação de barreiras volantes na região para
promover fiscalizações do trânsito de animais e produtos, o ministério
determinou a suspensão temporária da importação de animais vivos e produtos in
natura provenientes do Paraguai. A categoria de processados não sofreu
restrições.
O
Ministério da Agricultura acompanha com atenção a aplicação, pelas autoridades
paraguaias, das medidas para o controle, erradicação e investigação do caso.
Com o objetivo de contribuir para a erradicação da febre aftosa no continente,
as autoridades brasileiras se colocaram à disposição do Paraguai para colaborar
tecnicamente e ajudar na execução das medidas a serem desenvolvidas para
erradicação dos focos.
A
medida afeta principalmente as compras de carne bovina e suína, os dois tipos
que o Brasil mais importa do Paraguai. Apenas de carne bovina, o Brasil
adquiriu 6,7 mil toneladas (6.750.054 Kg) em 2010, num valor que soma US$
34,6 milhões (US$ 34.646.480). Até julho deste ano, 5,5 mil toneladas (5.525.183 kg) de carne
bovina foram importadas do país vizinho, totalizando US$ 29,1 (US$ 29.167.508)
milhões.