Após o
surgimento de foco de febre aftosa no Paraguai, o governo do Estado baixou decreto
que proíbe o trânsito de animais na região de fronteira de Mato Grosso do Sul.
O
isolamento vai funcionar de forma semelhante à ZAV (Zona de Alta Vigilância) em
municípios como Antônio João, Aral Moreira, Bela Vista, Caracol, Coronel
Sapucaia, Corumbá, Japorã, Ladário, Mundo Novo, Paranhos, Ponta Porã, Porto
Murtinho e Sete Quedas.
A região
tem cerca de seis mil propriedades rurais e pelo menos 800 mil cabeças de gado
na região.
O
decreto, válido por cinco dias, prorrogáveis por mais dez, considera a necessidade
de aplicação de medidas sanitárias preventivas, manutenção do status de Estado
livre de febre aftosa e prejuízos financeiros.
A
exceção, conforme o decreto, são "os produtos e subprodutos de origem
animal e vegetal submetidos a processamento industrial suficiente para a
inativação do vírus da febre aftosa, com ingresso por meio de barreiras
sanitárias que compõem os corredores sanitários, desde que acompanhados da
documentação sanitária pertinente".
A medida
ainda prevê a convocação, caso necessária, de servidores públicos estaduais
para auxílio dos trabalhos.
Vigilância - Em entrevista ao site CGNews na
tarde desta sexta, a titular da Seprotur (Secretaria de Desenvolvimento
Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo), Tereza Cristina,
afirmou que o governo baixaria decreto para disciplinar o trânsito de gados.
A
secretária revelou que tem conversado, por meio de teleconferência, por duas
vezes ao dia, com integrantes do Mapa (Ministério de Agricultura, Pecuária e
Abastecimento) para tratar do assunto.
A
secretária, juntamente com Iagro e Famasul, encerraram hoje reuniões, iniciadas
ontem, em sindicatos rurais de Bela Vista, Amambai e Eldorado. A intenção foi
de orientar os produtores sobre o caso e pediu atenção redobrada.
Ela
destacou também o reforço do Exército e o comprometimento do ministro da
Defesa, Celso Amorim, que sinalizou ontem, durante visita em Dourados, um
possível prolongamento da Operação Ágata 2 para cuidar da vigilância contra a
aftosa paraguaia.
Presente
nos encontros, o presidente da Famasul, Eduardo Riedel, comentou que o foco de
aftosa registrado no Estado em 2005 contribui para maior envolvimento de
produtores e até comerciantes da região de fronteira.
Riedel
chamou atenção também para uma possível antecipação da vacinação contra a
aftosa, prevista para 15 de outubro, mas admitiu que é uma questão técnica que
ainda precisa ser discutida.
“É
necessário também estar em territórios indígenas e assentamentos acompanhando
de perto a situação do gado em cada localidade”, comentou o presidente da
Famasul.