Após 180 crianças passarem mal com sintomas de intoxicação alimentar, na escola municipal de tempo integral, Profª Iracema Maria Vicente, no bairro Rita Vieira, em Cmapo Grande, o superintende de Abastecimento Alimentar da prefeitura, Danilo Figliolino, disse que este episódio vai servir de lição para que nunca mais ocorra um fato "lamentável" como este.
O superintendente diz que de agora em diante a medida será de prevenção e alerta para evitar transtornos como o que ocorreu na última terça-feira (27) no colégio.
Danilo explica que a cada 20 dias é feita a reposição de alimentos para atender toda a rede de ensino da Reme (Rede Municipal de Ensino). A cada um mês é feita a mudança do cardápio e uma nova reposição.
Segundo ele, são 288 unidades que a prefeitura atende por mês, dessas 83 são escolas urbanas, duas integrais, nove escolas municipais rurais e 96 centros de educação infantil e 18 Cras (Centro de Referência da Assistência Social).
Para atender todas essas unidades o presidente explica que é mandado a cada mês 444 mil quilos de alimentos, contando com leite e congelados. Fora o Hortifrute granjeiro que são abastecidos duas vezes por semana.
Estes alimentos são adquiridos de empresas alimentícias que ganharam a licitação da prefeitura. Ainda conforme o presidente o município recebe R$ 370 mil por mês do FNDE (Fundação Nacional de Desenvolvimento da Educação) e a prefeitura entra com recurso de R$ 250 mil mensal.
De acordo com o superintendente, em Campo Grande estão cadastrados no FNDE 117 mil alunos. Este recurso vem distribuído para cada criança matriculada na escola no valor de R$ 0,30 diariamente.
Processo de licitação - A Superintendência relaciona os gêneros alimentícios que tem que ser adquiridos para a central de compras da prefeitura.
“A prefeitura elabora um edital e publica no diário oficial para qualquer empresa que participar. O edital dá um prazo de 20, 30 dias para que os interessados apresentem suas propostas para oferecer os produtos”, explica.
Segundo Danilo Figliolino, a Superintendência é encarregada de receber os alimentos, conferir, comprovar a qualidade e entregar para os órgãos atendidos pelo município.
Quanto à relação dos produtos solicitados, ele explica que a escolha dos alimentos é feita por uma nutricionista. “A profissional vai balancear de acordo com que a lei determina, 340 quilos de calorias e nove gramas de proteína”.
Armazenamento - Danilo afirma que o armazenamento é feito em depósitos nas escolas, e que é feito diuturnamente a fiscalização, conferência de datas de validade e treinamento das merendeiras.
“Cada escola também tem a obrigação de proceder conforme as normas da vigilância sanitária,” finaliza.
Hoje a Superintendência da Prefeitura de Campo Grande retirou os alimentos da escola municipal e enviou para os fornecedores.
Os itens retirados da escola foram o arroz, feijão, farofa, salsicha, ovo, repolho, tomate e gelatina. Os alimentos foram retirados da escola pelos próprios fornecedores dos produtos, que farão a troca dos lotes. O cardápio oferecido na terça está suspenso nas escolas da rede municipal de educação.