O
presidente regional do PSB, prefeito de Dourados Murilo Zauith, incluiu na
pauta de reunião do partido, na próxima semana, a pancadaria ocorrida entre o
deputado estadual Lauro Davi (PSB) e o vice-presidente da executiva regional,
ex-deputado estadual Sérgio Assis. Na última segunda-feira (26), eles trocaram
soco e até uma cadeirada ao tratar do reordenamento dos diretórios municipais
da legenda.
"Esse
assunto vai ser tratado no âmbito do partido", afirmou Murilo, sem
detalhar qual será o direcionamento da conversa nem se os envolvidos estarão
presentes na reunião. De acordo com ele, a questão estará na pauta para
discussão entre os demais dirigentes pessebistas.
Sobre
como irá acalmar os ânimos entre as lideranças, Murilo limitou-se em dizer que
fará o que for melhor para o PSB, a fim de obter votos nas eleições. "O
partido não vai tratar de projetos pessoais", resumiu.
Segundo
ele, terá continuidade o reordenamento dos diretórios do PSB, assunto que vem
sendo tratado semanalmente em reuniões do partido. Ele afirmou também que a
mudança de lideranças nos municípios é "coisa de rotina".
Estopim
Apesar
de avaliada como rotineira por Murilo, foi justamente a mudança nos diretórios
que motivou as agressões na última reunião do partido. Na ocasião, Lauro Davi
pregou a oxigenação e abertura da legenda e indicou vários nomes para
substituírem os atuais dirigentes de diretórios municipais "que vinham
apresentando problemas" — incluindo a destituição de Estevão Petralha para
assumir o vereador Carlão (PSB) no diretório da Capital. Já Sérgio Assis
defendeu a permanência de antigos militantes no comando dos diretórios e
criticou o deputado por propor alterações que, segundo ele, desrespeitam o
estatuto do partido.
Em
determinado momento da reunião os ânimos se acirraram. Na versão de Sérgio
Assis, o deputado arremessou uma cadeira em sua direção e ele foi atingido nos
lábios. Já Lauro Davi declarou estar sentado quando recebeu um soco que
acertaria seu rosto se ele não tivesse virado.
Ele chegou a mostrar uma
escoriação na nuca para confirmar que foi atingido. O caso foi parar na
delegacia e o deputado prometeu representar a denúncia contra o dirigente para
transformar a agressão em processo judicial.