Mais
da metade das ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Campo Grande estão
quebradas. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde do município (Sesau), da
frota de 28 ambulâncias da cidade, apenas 11 estão em operação.
Somente
no pátio de uma oficina mecânica no Jardim Ipiranga estão encostadas para
manutenção 11 ambulâncias do Samu. De acordo com a Sesau, no total 17
ambulâncias estão paradas em oficinas mecânicas a espera de manutenção.
A
maioria dos veículos, conforme a Sesau, tem mais de cinco anos de uso e quatro
delas estão tão danificadas, que o conserto já não vale mais a pena. “Essas
quatro já estão até em processo de desalienação, porque não têm mais conserto”,
diz o secretário de Saúde de Campo Grande, Leandro Mazina.
Das
ambulâncias do Samu que estão em operação, segundo o médico supervisor do
serviço, André Brito, sete são básicas, três são unidades avançadas, com
equipamento de terapia intensiva e um carro é de reserva. O Samu, conforme ele,
atende cerca de dez mil ocorrências por mês. Por dia, são em média 200 saídas.
Conforme
o secretário municipal de Saúde mesmo com um grande número de ambulâncias
paradas para manutenção, a cidade ainda consegue manter mais veículos na rua para
atendimento do que o mínimo recomendado pelo Ministério da Saúde.
Mazina
explica que a recomendação do Ministério é da existência de uma ambulância
básica do Samu para cada grupo de 150 mil habitantes e uma avançada para uma
população de 400 mil pessoas. Ele diz que Campo Grande, com seus 786 mil
habitantes, deve ter operando pelo menos seis viaturas básicas e duas
avançadas, e que o número de ambulâncias rodando atualmente é superior ao
preconizado.