“Se o preso for para a máxima, lá ele já fala: olha, o muro do 7°
é baixinho e dá acesso direto para a cela”, disse um investigador de Polícia
Civil sobre a parede com um pouco mais de 1.80 metros próximo as
duas celas da 7ª Delegacia de Polícia Civil que custou R$ 1.169.964,81 aos
cofres públicos e foi inaugurada na manhã desta quinta-feira (6) em Campo Grande.
A delegacia que antes ficava na rua Fortaleza, no bairro Jardim
Imá, agora encontra-se na avenida Júlio de Castilho ao lado do terminal de
ônibus coletivo que leva o mesmo nome da avenida.
Essa inauguração, como todas as outras, teve solenidade com a
presença de autoridades e da vice-governadora Simone Tebet (PMDB). “Ninguém vai
armar briga em delegacia”, disse o secretário de segurança pública Wantuir
Jacini a respeito de alguma possível confusão com os presos ou tentativa de
fuga.
Ele também ressaltou que não há registro de casos de confusões
envolvendo delegacias. “Mas teve sim, o resgate de presos em Miranda, de onde
foram resgatados três presos”, disse o presidente do Sinpol -- MS (Sindicato da
Polícia Civil de Mato Grosso do Sul), Alexandre Barbosa ao secretário.
“Aqui são somente presos provisórios”, argumentou Jacini. Já o
presidente do sindicato lembrou a situação de delegacias que são uma espécie de
“cadeiões” em Mato Grosso
do Sul
“Geralmente ficam só dois policiais, um na frente e outro cuidando
das celas”, conta um policial. Além da altura do muro, outra reivindicação é
para a colocação de concertina que é o arame farpado sobre o muro.
A 7ª DP atende a região Oeste de Campo Grande no quadrilátero que
envolve as avenidas Tamandaré, Euler de Azevedo, Duque de Caxias e chega até a
divisa com Terenos.
A delegacia abrange os bairros Jardim Panamá, Vila Sobrinho, Lar
do Trabalhador, Imá, Santo Amaro, Indubrasil, Santa Carmélia, José Pereira,
Sayonara, Jardim Carioca, Vila Popular, Nova Campo Grande e Jardim Petrópolis,
numa localidade com mais de 105 mil pessoas.
O DP tem duas celas, quatro salas para delegados, recepção,
depósito para materiais apreendidos, seis cartórios, bateria de banheiros, sala
da Polícia Militar, garagem coberta para viaturas e um auditório com capacidade
para 100 pessoas, destinado a reuniões internas, cursos e ações de polícia
comunitária.