Um
dos alimentos mais populares e mais consumidos no mundo tem um gosto indigesto
para algumas pessoas. Rico em glúten, o pão feito com farinha de trigo causa um
processo degenerativo em pessoas que sensíveis a essa proteína, ou seja, em
indivíduos que foram diagnosticados com doença celíaca. Alguns estudos mostram
que esse quadro pode aumentar até quatro vezes o risco de morte prematura,
causar depressão, facilitar o aparecimento do mal de Alzheimer, déficit de
atenção e hiperatividade. Há evidências também que a sensibilidade ao glúten
possa ser a causa de muitas condições neurológicas e psiquiátricas.
A
maioria dos médicos defende que durante a formação do feto, cérebro e
intestinos têm origem nos mesmos tecidos, que formam o sistema nervoso central
e o sistema entérico. Daí se dizer que os intestinos são nosso segundo cérebro.
Esses órgãos trabalham em sintonia e um afeta o outro: se o sistema gástrico
não é saudável, sofremos com ansiedade, depressão, mau humor e ainda abrimos
portas a doenças sérias como esquizofrenia. Não surpreende: é nos intestinos
que a maioria da serotonina é produzida. Esse neurotransmissor tem diversas
funções em nosso organismo, e a sua falta está diretamente ligada à incidência
de depressão, ansiedade e distúrbios alimentares.
Mesmo
pessoas que não tenham doença celíaca precisam tomar cuidado com o consumo de
alimentos que utilizam farinha de trigo refinada.
Consumo de farinha refinada
Mesmo
pessoas que não tenham doença celíaca precisam tomar cuidado com o consumo de
alimentos que utilizam farinha de trigo refinada em sua composição. Os maiores
responsáveis pelos efeitos negativos do trigo são a aglutinina e a lectina,
proteínas que se associam rapidamente a carboidratos e não fazem bem ao corpo.
Antes de
achar que diminuir o consumo de trigo é fácil, considere o quanto consumimos de
alimento processado com farinha de trigo. Ele está no pão, em bolos, biscoitos,
tortas e em vários outros alimentos. Colocar outros grãos na dieta para
substituir o trigo, principalmente na forma de farinha refinada, é uma boa
maneira de evitar esses efeitos. Milho, linhaça, grão de bico e quinua, são
alguns exemplos de alimentos que não contém glúten e são ricos em nutrientes
importantes, como minerais e vitaminas.
Todos os
grãos contribuem para aumentar a resistência à insulina e à leptina, que estão
na origem da maioria das doenças crônicas. Portanto, mesmo com as versões
citadas a cima, modere o consumo de grãos. Não vacile: os processos
inflamatórios, quase sempre silenciosos, destroem a saúde aos poucos, às vezes
de forma irreversível.