A
presidente Dilma Rousseff sancionou sem vetos nesta terça-feira a lei aprovada
pela Câmara dos Deputados que concede aviso prévio de até 90 dias, proporcional
ao tempo de trabalho.
Atualmente,
os trabalhadores têm direito a 30 dias. A mudança começa a valer na
quinta-feira (13), quando a decisão será publicada no "Diário Oficial da
União".
A
proposta, que regulamenta a Constituição Federal, foi votada pelo Senado
Federal em 1989, mas estava parada na Câmara desde 1995.
A
nova lei determina que seja mantido o prazo atual de 30 dias de aviso prévio,
com o acréscimo de três dias por ano trabalhado, podendo chegar ao limite de 90
dias (60 mais os 30 atuais). Ou seja, a partir de 20 anos de trabalho o
empregado já tem direito aos 90 dias.
O
texto não deixa claro se o direito é retroativo para pessoas desligadas nos
últimos dois anos.
REPERCUSSÃO
Sindicatos
afirmaram que a regra desestimulará demissões e reduzirá a rotatividade de
trabalhadores em uma empresa. Já entidades ligadas ao setor patronal enxergam
ao menos um efeito colateral: o risco de crescimento da informalidade diante de
normas mais rígidas para a empresa.
A
Firjan estima que o pagamento de aviso prévio terá um custo adicional próximo a
R$ 1,9 bilhão ao ano, considerando dados de 2010.