Sexta-feira, 14 de Outubro de 2011         13h08        61
Venda de veículos importados cresce, apesar de alta do IPI
G1/PCS

A venda de carros importados cresceu 10,5% em setembro, na comparação com o mês anterior, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), que reúne as marcas que não têm fábrica no Brasil.

O resultado ocorre apesar da alta no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)  anunciada pelo governo no dia 15 daquele mês para veículos vindos de fora da Argentina, Uruguai e México. A medida atingiu sobretudo as associadas à Abeiva, mas a entidade prevê que o reflexo aconteça a partir deste mês, uma vez que algumas marcas mantiveram preços antigos enquanto duraram os estoques.

Em setembro foram emplacadas 22.569 unidades dessas importadoras contra 20.420 em agosto. Para o presidente da Abeiva, o aumento de 30 pontos percentuais no imposto fez com que ocorresse uma "corrida às concessionárias", para fechar negócio antes que os preços subissem. A alta do IPI entrou em vigor no último dia 16, um dia após o anúncio, e deve se estender até dezembro de 2012, segundo o Ministério da Fazenda.

"Nossa expectativa para setembro era de ficar entre 16 mil e 18 mil unidades emplacadas, mas, com o anúncio do decreto, houve uma corrida às concessionárias, já que o estoque na rede de revenda estava garantido com preços sem o repasse de 30 pontos percentuais do IPI", diz José Luiz Gandini, que também é o representante da sul-coreana Kia no Brasil.

Segundo a Abeiva, 20 das 27 marcas associadas registraram crescimento nas vendas em setembro. Na comparação com setembro de 2010, quando foram emplacados 11.826 veículos, houve aumento de 90,8%.

No acumulado do ano, as associadas à Abeiva venderam 151.850 veículos, 108,9% a mais em relação a igual período do ano passado (72.694).

Importados mais caros
Em nota, a associação diz que até o final deste mês a maioria dos carros importados deve sofrer o impacto do novo IPI. Algumas empresas já anunciaram repasses parciais e gradativos de preços finais aos consumidores. "Outras associadas ainda permanecem em negociação com os seus fornecedores e também com a rede autorizada de concessionárias, além de enxugar os próprios investimentos da importadora", diz a Abeiva.

A projeção é que o volumes de vendas comece a cair. "Cada qual à sua maneira, as filiadas vão permanecer ativas no mercado brasileiro. Vamos tentar majorar com o menor porcentual possível, já pensando em 2013. Espero que não mudem as regras do jogo ao final de 2012", conclui o presidente da entidade.

 

 

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