Um débito de mais de R$ 300 mil em contribuições previdenciárias,
do ano de 2011, está sendo cobrado pela Prefeitura de Corumbá, da Câmara
municipal de vereadores.
O valor não foi recolhido durante a gestão do vereador e
presidente da Câmara, Evander Vendramini Duran (PP), um dos pré-candidatos a
prefeito de Corumbá e que conta com o apoio de Delcídio em sua possível
campanha, mesmo contrariando a posição partidária que tem confirmado o nome de
Paulo Duarte (PT) como candidato.
A gestão de Duran também tem provocado outros problemas ao atual
prefeito, Ruiter Cunha de Oliveira (PT), que pode ser questionado pelo
Ministério Público e pelo Tribunal de Contas do Estado por repassar ao
legislativo, recursos a mais do que é previsto em lei, considerando que o duodécimo
tem sido superior a R$ 800 mil por mês, aproximadamente R$ 10 milhões por ano.
Decreto
Toda esta bola de neve da Câmara de vereadores, sob a batuta de
Duran, motivou a publicação de um Decreto Executivo, número 975, de 14 de
outubro, que determina que a Secretaria de Finanças do município faça o
recolhimento do dinheiro, que deveria ter sido devolvido pela Câmara à
Prefeitura por conta da contribuição recolhida junto ao (INSS) Instituto
Nacional de Seguridade Social.
O Decreto também determina que a Secretaria faça o levantamento
oficial e notifique o legislativo em um prazo de 24 horas, a contar desta
segunda-feira (17), data da publicação. Caso a mesa diretora não proceda à
devolução ao Executivo, o montante será descontado dos próximos repasses.
Situação
Mensalmente, quando a Câmara deixa de fazer o recolhimento da
contribuição à Previdência, o INSS determina que o valor seja deduzido da
Prefeitura no repasse do Fundo de Participação dos Municípios. Assim, a Câmara
de Vereadores de Corumbá precisa devolver o valor descontado ao município, fato
que não ocorre com regularidade.
O impasse pode enquadrar a administração municipal junto à Lei de
Responsabilidade Fiscal. E, em caso de inadimplência do município, os repasses
do FPM podem ser suspensos e impossibilitado de fazer convênios com o
Governo Federal para aplicação em obras.
Recolhimento
O valor da contribuição dos 16 funcionários efetivos da Câmara é
recolhido ao Funprev (Fundo de Previdência dos Servidores do Município de
Corumbá).
O que está sendo questionado é referente ao percentual cobrado
pela contribuição previdenciária, provavelmente de cerca de 160 assessores dos
vereadores, que não são efetivos da Câmara e dos cargos em comissão.
A Prefeitura não deve ter dificuldades em receber os valores que
estão sendo cobrados da Câmara, já que o presidente da casa e possível
pré-candidato ao executivo municipal é conhecer dessa lei e como responsável
pela mesa diretora, deve cumpri-la.
Sessão
O tema deve ser um dos principais assuntos na sessão desta
segunda-feira, na Câmara de Vereadores.
Após receber a cobrança oficial, o Legislativo deve se pronunciar, inclusive, a
determinação do prefeito Ruiter Cunha é que a mesma seja realizada imediatamente,
de forma que o dinheiro seja recolhido e as obras do município tenham
continuidade.
Agora é aguardar a sessão e conhecer o posicionamento do possível
pré-candidato do PP, apoiado pelo senador Delcídio, sobre a devolução dos
recursos ao município.