Na
reta final para a realização das provas do Exame Nacional do Ensino Médio
(Enem) neste fim de semana, o clima nos cursinhos preparatórios é de tensão,
apesar de diversas atividades para acalmar os alunos. Somente em um dos
colégios visitados pela reportagem há 400 jovens que vão fazer a prova no
sábado e domingo (22 e 23). Em
todo Estado, conforme as informações do Ministério da
Educação (MEC) são 122.040 inscritos. No Brasil são 5.366.780 candidatos.
Conforme
os estudantes ouvidos pela reportagem, a tensão acontece principalmente pelo
medo de errar questões ou não saber resolver os exercícios. André Galindo, 19
anos, sonha em fazer faculdade de Medicina e espera que sua nota no exame o
classifique para o curso na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)
ou da Grande Dourados (UFGD). Apesar de já ter prestado outros vestibulares e
ter feito o Enem no ano passado, ele afirma que sempre há nervosismo. “A gente
sempre fica preocupado. Quanto mais a data chega perto é mais tenso”.
Na
opinião dos colegas de André, o momento é “desesperador”. “Essa última semana
aumenta o desespero, sem dúvida. Nem dá para dormir direito”, disse Camila
Tonico Gomes, 18 anos e que para relaxar, antes da prova, vai escutar muita
música. “É o que me relaxa, principalmente rock”. Ela pretende garantir nota
para fazer o curso de Odontologia.
O
medo de não se sair bem na prova é coletivo e os estudantes que conversaram com
o Correio do Estado garantiram que de todas as disciplinas, a que mais preocupa
é a Redação. “No fim das contas, é a que mais conta pontos e que vai definir
sua nota na prova. Não adianta nada ir bem em todas as matérias e não se sair
bem na Redação”, afirmou Carolina Schiavon, de 23 anos, que vai tentar uma vaga
no curso de Engenharia Ambiental.
A
opinião dela foi compartilhada por Fabiano Arar, 18 anos, que quer ser médico.
“A Redação demora para fazer, temos que pensar mais e toma muito tempo. Além
disso tem um peso grande na prova e não é todo mundo que tem facilidade para
escrever”, argumentou.
Talvez
a situação mais tensa seja a da aluna Ana Paula Mendes Ribeiro, 19 anos e que
vai disputar uma vaga para o curso de Odontologia. As provas começam ao
meio-dia de sábado (22) e terminam às 16h30 (horário de Brasília). Ana Paula,
no entanto, vai começar seu exame às 18 horas, horário do pôr-do-sol. “Eu sou
Adventista e todos os candidatos que são Adventistas vão chegar no local da
prova no horário programado e vão ficar lá até dar 18 horas. Vou ver todos os
fazendo as provas e vou começar somente depois que todos terminarem”, detalhou.
Quem professa essa religião segue o sábado como dia de descanso, começando às
18 horas de sexta-feira e terminando no mesmo horário do dia seguinte.
Dúvidas - Para a professora Célia Cristina Carvalho, um dos maiores problemas
que os estudantes enfrentam nessa reta final é decidir que profissão seguir. “Muitos
deles ainda têm muitas dúvidas e chegam até a gente para dizer que não têm idéia
de que curso escolher”, comentou a pedagoga.
Para
ajudar nessa indecisão, a escola promove palestras aos alunos com profissionais
de diversas áreas e também leva esses estudantes até as universidades. “Esta
semana acontecem feiras de profissões na Uniderp (Anhanguera) e na UFMS e vamos
levar nossos alunos para que conheçam mais de perto as áreas”. Conforme Célia,
a escola conta com uma psicóloga que ajuda os alunos nesse processo de decisão
e os acompanha na preparação para as provas.