O
estudo, publicado no periódico Archives
of Internal Medicine, mostra que as mulheres que bebem café são
menos propensas a vir a sofrer de depressão. De acordo com os pesquisadores,
isso acontece porque a cafeína provoca alterações químicas no cérebro.
Desde
1996, o autor do estudo, Michel Lucas, e sua equipe do Harvard Medical School
acompanham mais de 50 mil mulheres (com média de 63 anos) que não apresentavam
sintomas de depressão. Ao longo de uma década, o seu consumo de café foi medido
por intermédio de questionários.
Durante
esse período, a equipe identificou mais de 2,6 mil casos de depressão. Quando
comparado com as mulheres que consumiam uma xícara de café com cafeína ou menos
por semana, aqueles que consumiram de duas a três xícaras por dia tiveram uma
diminuição de 15% no risco relativo de depressão. Aquelas que consumiram quatro
ou mais xícaras por dia tinham uma redução de 20% no risco relativo. Não foi
encontrada associação entre a ingestão de café descafeinado e risco de
depressão.
Apesar
dos resultados, Michel aponta que este estudo observacional não pode provar que
o café com ou sem cafeína reduz o risco de depressão, mas apenas sugere a
possibilidade de um efeito protetor. “São necessárias novas investigações para
confirmar os resultados e determinar se o consumo de café com cafeína habitual
pode contribuir para a prevenção ou o tratamento de depressão”, conclui.