Ao contrário do que o primeiro
pensamento sobre o exame mais concorrido do país remete, os candidatos ao Enem
2011 garantem: a prova não é difícil, o mais importante é a interpretação,
aliada a tranqüilidade, e uma boa redação.
“Não
é uma prova tão difícil, é mais cansativa. São 90 questões em cada dia e mais a
redação”, justifica a estudante Rafaela Caderan, de 17 anos, que vai disputar
uma vaga no curso de engenharia ambiental na UFMS (Universidade Federal de Mato
Grosso do Sul).
O
Enem é realizado neste sábado (22) e domingo (23) em todo o país, e tem início
às 12h (horário de Mato Grosso do Sul). No primeiro dia, são 90 questões sobre
Ciências Humanas e Ciências da Natureza, com duração de 4h30.
No
domingo, as 90 questões são sobre linguagens e matemática, além da redação, com
duração total de 5h30.
Para
a estudante Camila Chaves, de 17 anos, que já foi treineira no ano passado, a
maioria das questões não exigem muitas fórmulas ou regras, mas sim, raciocínio.
“Cai
muita regra de três, por exemplo. É coisa simples, mas são muitas questões no
mesmo estilo e aí exige atenção e raciocínio”, explica.
Ela
vai concorrer a uma vaga de medicina na UFMS e diz que na última semana de
estudos revisou todo o conteúdo do ano passado, além de atualidades.
A
estudante Rafaela ainda diz que é importante estar de olho no que acontece no
país, pois o Enem traz muitas questões sobre atualidades, situações do dia a
dia.
“Você
tem que estar por dentro dos assuntos da atualidade, são questões que exigem
conhecimento geral”, dá a dica.
O
candidato a uma vaga de engenharia civil na UFMS, Kevin Kanashiro, de 17 anos,
completa a dica para um bom Enem dizendo que é fundamental ler com cuidados
todas as questões. “Vale muito a interpretação das questões, ler com calma cada
uma”, diz.
E
na hora do estudo, ele confirma a opinião de que a prova não é difícil, mas
exige conhecimento sobre os temas abordados.
Mas
entre todas as dicas, os estudantes são unânimes em afirmar que uma boa redação
é fundamental para ter sucesso no Enem. Para isso, é necessário praticar a
escrita e conhecer os temas da atualidade.
Dica do professor
Na manhã desta sexta-feira (21) o
professor Mario Celso Paniago deu a última aula de física e dicas para os
alunos do terceiro ano do Colégio Nova Escola alcançarem bons resultados no
Enem.
Em
coro com os alunos da turma, ele ensina a frase que é tida como segredo para
driblar as 180 questões do exame: “É melhor errar rápido, do que acertar
demorando”.
Para
conseguir responder todas as questões, o tempo médio dedicado para questão deve
ser de 3 minutos e meio, diz o professor.
Uma
boa dica para não perder tempo nos textos longos das alternativas é saber
filtrar as informações, com leitura dinâmica e objetividade.
“As
questões do Enem trazem muitos dados, então, o aluno tem que ler e tirar dali o
que realmente importa para a questão e não perder tempo com o monte de
informação”, diz.
O
professor também avisa que o aluno precisa saber fazer uma avaliação da
questão, indicando se o nível dela é difícil ou não, para não perder tempo com
alternativas simples e depois correr com as mais complexas.
Ele
ensina que na área de exatas o que mais vale na hora de responder as questões
não são fórmulas ou regras, mas o raciocínio lógico.
“A
maioria das questões não exige contas, fórmulas, basta o raciocínio lógico. Às
vezes por exclusão das opções de resposta você já mata a questão”, frisa.
O
candidato também precisa se organizar durante os dois de dia de prova. A dica é
começar sempre pelas questões que ele tem facilidade e deixar as mais difíceis
para o final. Já no domingo, o estudante deve escrever primeiro a redação e
depois partir para as questões.
Hora de descanso ou pelo menos tentar
Por
último, a dica agora é relaxar. Nada de estudo ou cabeça pilhada com a prova. O
melhor é tentar manter a calma e poupar o esforço físico e mental para os dois
dias de prova.
A
aula nas escolas preparatórias para o Enem de Campo Grande terminaram na manhã
desta sexta-feira.
Mas
como manter a calma às vésperas do exame é tarefa difícil, dentre uma sala de
aula do terceiro ano a metade afirma que ainda vale estudar. “De última hora dá
tempo de aprender mais alguma coisa”, afirma.
O
estudante Luiz Alberto Luft, 16 anos, diz que ainda vai estudar, pelo menos um
pouco, até amanhã. “Vou estudar ainda, mas também descansar”, diz.