Com
11 novas ambulâncias e duas aeronaves, o Serviço de Atendimento Móvel de
Urgência (Samu) Estadual começa a funcionar em janeiro do próximo ano em cinco
municípios do Mato Grosso do Sul.
De acordo com o a secretária de Estado de
Saúde, Beatriz Dobashi, também no próximo ano, com a criação dos Samus
Regionais, que vão funcionar as regiões de Campo Grande, Dourados e Três
Lagoas, no total, 15 municípios do Estado — pouco mais da metade da população
sul-mato-grossense contarão com o
serviço.
O atendimento pré-hospitalar de urgência e emergência será executado em
parceria com o Corpo de Bombeiros. Segundo a secretária, o Centro Integrado de
Operações de Segurança (Ciops) situado no Parque dos Poderes, em Campo Grande, onde
são recebidos os pedidos de socorro da Polícia Civil, Polícia Militar (PM) e
Corpo de Bombeiros, onde funcionará a central de regulação do Samu Estadual já
começou a ser reformado.
Também os médicos-reguladores, responsáveis por atender as ligações e
encaminhar as ambulâncias para realizar o atendimento emergencial, já estão
sendo selecionados.
A Secretaria de Estado de Saúde (SES) não vai abrir
concurso público e a equipe do Samu Estadual será montada com médicos e
enfermeiros de carreira, que trabalham no Hospital Regional e Hospital
Universitário, por exemplo, interessados em dar os plantões. “Enquanto fazemos
a reforma e compramos os equipamentos, a gente treina os reguladores e no ano
que vem começamos a funcionar. A expectativa é que em janeiro, no mais tardar
fevereiro, a gente comece a operar com a nova central”.
Investimento
Na implantação do Samu Estadual e na regionalização dos Samus municipais da
Capital, de Dourados e de Três Lagoas, o investimento inicial supera R$ 1,4
milhões. A obra no Ciops custará pelo menos R$ 150 mil, recursos provenientes
do governo estadual. Para a compra dos equipamentos de informática e mobília
serão gastos R$ 112 mil, verba o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, garantiu
que vai repassar aos cofres estaduais, em visita a Campo Grande no dia 4 deste
mês.
As ambulâncias, compradas pelo ministério e que inclusive já estão em Mato Grosso do Sul,
custaram cerca R$ 1,1 milhão e os instrumentos para equipar as aeronaves estão
orçados em R$ 100 mil.
O serviço será custeados pelo Ministério da Saúde, pelo Estado e pelos
municípios. De acordo com Beatriz Dobashi, por mês estão previstos gastos de R$
2 milhões. “É um serviço caro e difícil de operacionalizar. Desde de 2009, a gente vem
discutindo regionalização do Samu. Inicialmente, nós iríamos fazer um número
maior de Samus Regionais, mas existem critérios populacionais do ministério nos
quais a maior parte dos municípios do Estado não se enquadram, fora que, com
exceção de Dourados, Três Lagoas e da Capital, as outras cidades não dariam
conta de assumir a regulação das ambulâncias. Foi assim que, nós Estado,
decidimos criar o Samu Estadual”, comenta a secretária.
Ampliação
De início, com o Samu Estadual, a população de Corumbá, Ladário, Aquidauana,
Anastácio e Coxim passará a contar com a assistência pré-hospitalar de
emergência. Para a implantação dos Samus Regionais, segundo Dobashi, falta
ainda que as administrações da Capital, de Dourados e de Três Lagoas, finalizem
os projeto e enviem ao Ministério da Saúde para a captação de mais recursos.
Com a regionalizaçãos três Samus municipais do Mato Grosso do Sul, também
Naviraí, Mundo Novo, Nova Andradina, Ponta Porã, Ribas do Rio Pardo, Terenos e
Sidrolândia contarão com o serviço.
A cobertura, estima a SES, já no próximo ano será de pouco mais da metade da
população do Estado e o objetivo é que nos próximos três anos o serviço seja ampliado para 100% dos sul-mato-grossenses.