Quarta-feira, 26 de Outubro de 2011         11h41        150
Governo do Estado e BB assinam hoje contratos do FCO para redução de CO2 na agropecuária
Da redação/PCS
PC de Souza
 <b>Governo do Estado e BB assinam hoje contratos do FCO para redução de CO2 na agropecuária
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O governo do Estado e o Banco do Brasil assinam nesta quarta-feira (26) os primeiros contratos da nova linha de financiamento do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO), aprovada pelo Conselho Deliberativo do Fundo (Condel) em 22 de setembro, para redução da emissão de gases de efeito estufa na agropecuária.

Participam da assinatura, às 16 horas, na Governadoria, o governador André Puccinelli; o superintendente estadual do Banco do Brasil, Luiz Alves Pordeus Junior; o vice-presidente de Agronegócios e Micro e Pequenas Empresas do Banco do Brasil S/A, Osmar Fernandes Dias e a secretária Tereza Cristina Dias (Seprotur).

Essa linha vai possibilitar a ampliação dos recursos do FCO para a recuperação de áreas e de pastagens degradadas com carência e prazos mais longos no sentido de equalizar os encargos financeiros do Fundo com aqueles do Programa ABC (Programa para Redução da Emissão de Gases de Efeito na Agricultura) definido no âmbito do Ministério da Agricultura. A nova linha de crédito vem ao encontro aos objetivos e prioridades definidas pelo governo do Estado no sentido de recuperar áreas degradadas especialmente de pastagens, cuja meta inicial é de 2 milhões de hectares.

Propostas do ABC

Para difundir uma nova agricultura sustentável, que reduza o aquecimento global e a liberação de dióxido de carbono na atmosfera, o Programa ABC incentiva seis iniciativas básicas com metas e resultados previstos até 2020.

Plantio direto na palha - A técnica dispensa o revolvimento do solo e evita a erosão com a semeadura direta na palha da cultura anterior. A técnica protege o solo, reduz o uso de água, aumenta a produtividade da lavoura e diminui despesas com maquinário e combustível. O objetivo é ampliar os atuais 25 milhões de hectares para 33 milhões de hectares. Esse acréscimo permitirá a redução da emissão de 16 milhões a 20 milhões de toneladas de CO2 equivalentes.

Recuperação de pastos degradados - O objetivo é transformar as terras desgastadas em áreas produtivas para a produção de alimentos, fibras, carne e florestas. A previsão é recuperar 15 milhões de hectares e reduzir entre 83 milhões e 104 milhões de toneladas de CO2 equivalentes.

Integração lavoura-pecuária-floresta - O sistema busca alternar pastagem com agricultura e floresta em uma mesma área. Isso recupera o solo, incrementa a renda e gera empregos. A meta é aumentar a utilização do sistema em 4 milhões de hectares e evitar que entre 18 milhões e 22 milhões de toneladas de CO2 equivalentes sejam liberadas.

Plantio de florestas comerciais - O plantio de eucalipto e de pinus proporciona uma renda futura para o produtor e reduz o carbono do ar através do oxigênio liberado pelas árvores. O foco é aumentar a área de 6 milhões de hectares para 9 milhões de hectares.

Fixação biológica de nitrogênio - A técnica visa desenvolver microorganismos/bactérias para captar o nitrogênio existente no ar e transformá-lo em matéria orgânica para as culturas, o que permite a redução do custo de produção e melhora a fertilidade do solo. O ABC pretende incrementar o método na produção de 5,5 milhões de hectares e reduzir a emissão de 10 milhões de toneladas de CO2 equivalentes.

Tratamento de resíduos animais - A iniciativa aproveita os dejetos de suínos e de outros animais para a produção de energia (gás) e de composto orgânico. Outro benefício é a possibilidade de certificados de redução de emissão de gases, emitidos por mercados compradores. O objetivo é tratar 4,4 milhões de metros cúbicos de resíduos da suinocultura e outras atividades, deixando de lançar 6,9 milhões de toneladas de CO2 equivalentes na atmosfera.

Os reflexos dessas medidas serão sentidos por toda a população brasileira, em especial na região Centro-Oeste onde deve ocorrer um incremento na produção de alimentos (grãos, carne) e outros como a celulose, ampliando as oportunidades de trabalho e contribuindo para elevação da renda dessa população.

 

 

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