Para contribuir com a reconstrução das zonas assoladas pelo
terremoto de março, o salário do primeiro-ministro do Japão, Yoshihiko Noda,
será reduzido em 30% e o dos ministros e vice-ministros, em 20%.
A redução está contemplada em um projeto de lei que procura cortar
o salário dos funcionários públicos em quase 8% até 2014, embora os membros do
Gabinete tenham decidido aplicar o corte em seus vencimentos já no mês que vem
para demonstrar seu compromisso, informou a agência local Kyodo.
Se for aprovada, a lei permitirá ao governo arrecadar 290 bilhões
de ienes por ano (US$ 3,8 bilhões) para utilizar em trabalhos de reconstrução
no nordeste do país. A norma já está no Parlamento, com a outra lei que procura
ampliar os direitos trabalhistas dos funcionários públicos.
Logo depois de chegarem ao poder, no início de setembro, os
membros do Gabinete de Yoshihiko Noda já acordaram ceder 10% de seus salários
aos cofres públicos para contribuir para a reabilitação após o terremoto de
março, a pior catástrofe no Japão após a Segunda Guerra Mundial.
Após o acordo desta sexta-feira (28), o salário do
primeiro-ministro passará a ser de 1,44 milhão de ienes (US$ 18,9 mil), o dos
ministros chegará a 1,2 milhão de ienes (US$ 15,7 mil) e o dos vice-ministros
será reduzido a 1,15 milhão de ienes (US$ 15 mil), segundo a agência
"Kyodo".
O terremoto e devastador tsunami de março deixaram cerca de 20
vítimas, entre mortos e desaparecidos, no nordeste do Japão, uma crise nuclear
ainda existente e um trabalho de reconstrução cujo custo é calculado em mais de
US$ 253 bilhões.