Representantes
da indústria e do governo e trabalhadores da Zona Franca de Manaus estão
propondo acrescentar aos produtos da região selos que identifiquem a origem
amazônica, assim como a sustentabilidade ambiental e também social.
No
final de 2012, deve entrar em vigor a certificação do Selo Amazônico, proposta
por empresários à Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), para
produtos que contenham matérias-primas extraídas da floresta.
Serão
certificados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia
(Inmetro) alimentos, cosméticos e fitoterápicos produzidos nos nove estados da
Amazônia Legal que, além de serem ecologicamente sustentáveis, remunerem o
conhecimento das populações tradicionais e não explorem trabalho escravo ou
infantil.
O
Sindicato dos Metalúrgicos de Manaus também propôs ao governo estadual e à
Suframa agregar ao selo que já acompanha os produtos da Zona Franca um selo
“verde e social”, que ateste a qualidade do produto e o respeito à legislação
trabalhista.
“O
Brasil e o mundo vão saber que aquele produto foi feito com mais dignidade para
todos”, ressalta o presidente do sindicato, Valdemir Santana, que pretende
encaminhar a proposta do selo ambiental e trabalhista ao Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e ao Ministério da
Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
Para
ele, os selos podem agregar valor atestando qualidade e distinguindo os
produtos da Zona Franca de Manaus das mercadorias de países que não respeitem
direitos de trabalhadores, reconhecidos pela Organização Internacional do
Trabalho (OIT).
Internamente,
o selo proposto pelo sindicato pode servir como recurso para evitar casos de
abuso, como agressões físicas e assédio a trabalhadores que ocorreram
recentemente em empresa de capital asiático instalada no Polo Industrial de
Manaus.