A
dívida líquida total do governo atingiu, em setembro, saldo de R$ 1,4 trilhão,
o equivalente a 37,2% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro - a soma de
todas as economias produzidas no país. É o menor valor em relação ao PIB já
registrado, segundo informou nesta segunda-feira (31) o Banco Central
(BC).
A
série histórica da autoridade monetária começa em 1947. O superávit primário do
governo federal (a economia feita para pagar os juros da dívida pública)
atingiu R$ 8,1 bilhões em setembro.
O
esforço fiscal, no entanto, não foi suficiente para pagar os juros da dívida de
setembro, que ficou em R$ 17,2 bilhões. Assim, o déficit nominal - receita
menos despesas - ficou em R$ 9,1 bilhões.
A
meta para a economia do governo federal no ano é de R$ 127,9 bi. De janeiro a
setembro, o governo já economizou R$ 104,6 bilhões, equivalente a 81,8% da meta
para 2011.O governo central - Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência
Social - economizou, em setembro, R$ 5,4 bilhões.
Os
governos estaduais e municipais foram responsáveis por um superávit de R$ 2,2
bilhões. Já as empresas estatais tiveram déficit de R$ 46 milhões.