O dólar comercial abriu a R$ 1,747, em alta de 3,13%. Perto das
10h20, a moeda norte-americana seguia em forte valorização, a R$ 1,748, com
ganhos de 3,19%, levemente acima da abertura dos negócios. A alta do dólar é
motivada pela deterioração da crise na Europa, pelo indicador fraco da
atividade industrial na China e pelas medidas japonesas no câmbio.
O clima de insegurança em relação à Europa continua muito forte na
manhã desta terça-feira. O que está pesando hoje é a decisão do
primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, que anunciou ontem a convocação
de um referendo para que a população resolva se aceita, ou não, o plano de
ajuda financeira internacional.
Isso deve empurrar a decisão sobre o futuro econômico da Grécia
mais para a frente e há a possibilidade concreta de a população rejeitar o
pacote, pondo a perder os esforços feitos até agora, que mobilizaram todas as
lideranças europeias e de outros países, além dos organismos internacionais.
Uma decisão como essa de Papandreou não era cogitada nem pelos mercados, nem
pelas demais lideranças da Europa, que estão se mostrando indignadas.
Hoje também, pesou a divulgação do indicador oficial de atividade
industrial da China, que caiu. Justamente quando os mercados e os governos dos
países desenvolvidos estão, mais do que nunca, contando com a participação do
país para a recuperação global.
Ainda no cenário internacional, o governo do Japão avisou que pode
continuar intervindo no câmbio. Ontem, quando o iene renovou máximas históricas
em relação ao dólar foram vendidos cerca de 8 trilhões de ienes, o que chega
perto de US$ 100 bilhões.