O
presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Cezar Peluso, incluiu na pauta
de votação no plenário do tribunal da próxima quarta-feira (9) os processos que
definirão a validade da Lei da Ficha Limpa para as eleições municipais de 2012.
As
ações foram ajuizadas neste ano por Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), PPS e
Confederação Nacional das Profissões Liberais (CNPL) e pedem que que o STF
declare a ficha limpa constitucional para ser aplicada no pleito do ano que
vem.
Conforme
o G1 adiantou, o presidente do Supremo decidiu não esperar a indicação do 11º
ministro da Corte. Segundo ele, a intenção é julgar "o mais rápido
possível". Ainda não há previsão de quando a presidente Dilma Rousseff deve indicar o novo ministro que
assumirá a vaga deixada por Ellen Gracie, que se aposentou.
A
lei da Ficha Limpa veta a candidatura de políticos condenados por órgãos
colegiados ou que renunciaram a mandato eletivo para escapar de cassação. Em
março, o Supremo derrubou a validade da ficha limpa para as eleições 2010, mas
não analisou se a norma fere a Constituição. A maioria dos ministros da Corte
entendeu que, com base na Constituição, a norma não poderia ser aplicada no
mesmo ano em que entrou em vigor.
Mesmo
após essa decisão, o debate sobre o assunto não se encerrou. Apesar de válida
para as eleições de 2012, a
Lei da Ficha Limpa ainda pode ter sua aplicação questionada.
Em
entrevista ao G1 no começo de outubro, o ministro Luiz Fux afirmou que vai
enfrentar todos os pontos de conflito da lei, como a validade para condenações
anteriores a sua vigência.
"Eu
vou julgar todas as questões, não vai ficar nenhuma dúvida. Não vai ficar pedra
sobre pedra. As eleições vão se realizar com pleno esclarecimento da população
sobre o que pode ou não se pode fazer, quem pode se candidatar e quem não pode
se candidatar", afirmou o ministro na entrevista.