O custo da Cesta Básica Alimentar
Individual em Campo Grande registrou
acréscimo de 1,38% em outubro em relação ao mês anterior. Pesquisa mensal
realizada pela área de planejamento da Secretaria de Meio Ambiente, do
Planejamento e da Ciência e Tecnologia (Semac) mostra que no último mês a cesta
apresentou importância de R$ 240,42, enquanto no mês de setembro, esse valor
foi de R$ 237,14.
“Embora a Cesta Básica tenha
apresentado alta, vale lembrar que nos últimos cinco meses persistiram quadros
de sucessivas quedas, predominados pelos produtos hortifrutigranjeiros. Os
estoques também foram responsáveis pelo recuo de preços e promoções nas grandes
redes de supermercados, que ajudou o consumidor e contra a alta de preços”, cita
o relatório de análise da pesquisa.
Quanto às variações acumuladas,
nos últimos 12 meses o índice é de 5,03%; no ano, os números apontam 0,61% de
altas; e nos últimos seis meses queda de 6,63%.
Outubro
Em outubro de 2011, a pesquisa assinalou
que dos 15 produtos que compõem a Cesta Básica Alimentar, 11 registraram alta:
arroz, 5,31%; óleo, 4,12%; batata, 3,95%; tomate, 3,85%; açúcar, 2,74%;
laranja, 2,47%; feijão, 2,47%; alface, 1,83%; banana, 1,53%; carne, 0,74% e
leite, 0,52%. O produto que acusou queda de preço foi o macarrão, 0,59%. Pão,
margarina e sal mantiveram seu preço inalterado.
Análise
A análise dos técnicos é que o
estoque do arroz estava em alta e agora está se normalizando, com pouca promoção
no mês pesquisado, retornando ao seu preço anterior, o que causou aumento de
preço 5,31%. Devido à alta do dólar e aumento das cotações internacionais da
soja, houve reflexo no preço interno do óleo de soja, acusando um aumento de
4,12%.
A queda do macarrão (0,59%) foi
devido à promoção registrada do produto em alguns estabelecimentos. Esse é um
indício de que o consumidor deve estar atento ao menor preço para economizar
obtendo um melhor rendimento em seu salário.
Na avaliação dos últimos seis
meses, os produtos que apresentaram maiores altas foram: margarina, sal, pães e
leite. Em destaque entre os produtos em queda estão: batata, laranja e alface.
Quanto à renda mensal, a pesquisa
de outubro constatou que o trabalhador que recebe um salário mínimo de R$
545,00 precisou comprometer 44,11% do seu salário para aquisição da Cesta
Alimentar.
Cesta
Básica Familiar
A Semac também pesquisou o custo
da Cesta Básica Familiar, composta por um painel fixo de produtos, que deve
preencher as necessidades para higiene, limpeza e alimentação. São pesquisados
32 produtos de alimentação, 05 produtos de higiene pessoal e 07 produtos de
limpeza doméstica, selecionados através de hábitos de consumo (Pesquisa de
Orçamento Familiar/POF-1989) e suas respectivas quantidades, essenciais à
sobrevivência adequada.
Em outubro esse, a cesta familiar
registrou a importância de R$ 1.090,20, equivalente a uma variação positiva de
0,18% em comparação a setembro, quando o valor verificado na pesquisa foi de R$
1.088,23.
Quanto ao acumulado dos últimos
doze meses, houve alta de 8,25%; no ano, alta de 4,84%; e no acumulado dos
últimos seis meses, o registro é de queda de 0,70%.
Dentre os 44 produtos pesquisados
que compõem a Cesta Familiar, 28 apresentaram alta, 10 apresentaram queda de
preço e 6 produtos mantiveram seu preço inalterado.
No grupo Alimentação, a pesquisa
constatou alta de 0,10%, registrado pelos principais produtos: cebola, 8,01%;
arroz, 5,26%; mamão, 4,57%; óleo, 4,25; fubá, 4,01%; batata, 3,84%; tomate,
3,81%; açúcar, 2,77%; laranja, 2,48% e feijão, 2,38%. Os produtos em queda
foram: alho, 13,34%; abobrinha, 11,86%; ovos, 5,27%; mandioca, 2,85%; peixe,
2,58%; cenoura, 0,92% e macarrão, 0,61%. Os produtos que não registraram
alteração de preços foram: margarina, pão francês, pão doce e couve.
Análise
Com o final da safra da cebola nas
principais regiões produtoras do país, diminuiu o volume ofertado registrando
alta de preço de 8,01%. O preço do mamão esteve em alta no período pesquisado
com disponibilidade controlada elevando seu preço em 4,57%.
O alho continua com boa oferta no
período devido ao período de safra, obtendo queda de preço de 13,34%. A cotação
da abobrinha no mercado nacional atacadista esteve em baixa apresentando queda
de preço, 11,86%.
Com a produção elevada de ovos de
galinha, aumentou o volume ofertado no mercado nacional. Alguns
estabelecimentos pesquisados entraram em promoção do produto, o que também
contribuiu para queda de 5,27%.
O Grupo Higiene Pessoal registrou
uma variação positiva de 0,86%.
Os produtos que colaboraram para esta alta foram: dentifrício, 2,80%,
sabonete, 1,47%, lâmina de barbear, 1,24% e papel higiênico, 0,46%. O
absorvente foi o único produto que diminuiu de preço, 1,10%.
O Grupo Limpeza Doméstica
assinalou alta de 1,60%, destacando-se a água sanitária, 3,70%, cera em pasta,
3,69% e sabão (pó), 3,21%. Os produtos que registraram queda foram a esponja de
(aço), 3,05% e desinfetante, 0,43%. Sabão em barra e detergente não
apresentaram alteração de preço.
Em
termos de renda versus salário-mínimo, houve um comprometimento de 40,01% do
valor total da renda familiar, considerando cinco salários mínimos, R$ 2.725,
para atender uma família composta por cinco membros. No mês anterior essa
referência foi de 39,93%.