O
escândalo que derrubou o ex-ministro do Esporte Orlando Silva envolve alguns
dos principais assessores do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz,
informa reportagem de Filipe Coutinho e Renato Machado, publicada na Folha
deste sábado.
Com
a saída de Orlando, a crise envolvendo a suspeita de desvio de recursos da pasta
agora se concentra na capital federal. Agnelo (2003 a 2006) e Orlando (2006 a 2011) dividiram a
titularidade do Esporte nos últimos anos, dentro da cota que o PC do B.
O
hoje governador do DF, agora no PT, é investigado pelo STJ (Superior Tribunal
de Justiça) sob a suspeita de que tenha sido iniciado em sua gestão o esquema
de desvio de verbas de convênios do Esporte com ONGs.
O
seu atual secretário de Governo, Paulo Tadeu, é ligado à Cata-Ventos, que teve
convênio de R$ 240 mil reprovado pelo próprio ministério. A entidade foi
fundada pelo irmão do secretário, José Rosa Vale da Silva.
OUTRO LADO
Agnelo
Queiroz disse desconhecer que a ONG Cata-Ventos tenha convênio reprovado com o
Ministério do Esporte.
"Temos
certeza de que nenhum dos servidores nomeados para cargos em comissão no
governo do Distrito Federal foi responsabilizado por falhas em prestação de
contas ou execução de convênios dessa ONG", afirmou, por meio de sua
assessoria.
O
secretário de governo do Distrito Federal, Paulo Tadeu, disse que não pode ser
responsabilizado pela ONG Cata-Ventos, fundada pelo irmão.