Segunda-feira, 07 de Novembro de 2011         06h26        122
Mato Grosso e Pará farão pressão por conclusão de obras na BR-163
24HNews/PCS

Preocupado com a demora na conclusão das obras de pavimentação da rodovia BR-163 e o recente anuncio de paralisação por parte das empreiteiras, o deputado federal Nilson Leitão (PSDB-MT) está mobilizando a bancada federal, prefeitos e vereadores do Mato Grosso para se unir a colegas do Pará em audiência com o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, na próxima quarta-feira, 9, em Brasília-DF.

No encontro as autoridades dos dois Estados irão cobrar do governo a aplicação de todo recurso destinado à obra. As empresas responsáveis pela pavimentação da rodovia reclamam o pagamento em atraso desde agosto e a demora em liberar o dinheiro, começa a comprometer o cronograma, já em atraso.

“O governo esta brincando de administrar. É inadmissível contingenciar recursos para obras em andamento. Se a desculpa é falta de dinheiro, no mínimo agiram de má fé lançando mais obras do que poderiam pagar. Prova disso é que apenas um terço das obras lançadas em 2007 saíram do papel, mas ainda assim lançaram o PAC 2. Na reunião da próxima semana vamos cobrar a aplicação de todo e qualquer recurso seja 1 centavo ou 1 milhão” diz Nilson Leitão.

Prometida desde os tempos do Governo Militar, a conclusão do asfaltamento da rodovia foi incluída no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC-I) no ano de 2007. A previsão era asfaltar 1.000 quilômetros (km) em três anos, mas o cronograma não foi seguido e a previsão de entregar a obra no quarto trimestre de 2011 tampouco o será.

Para dar agilidade ao trabalho, o trecho foi dividido em três partes. A primeira frente de trabalho partiu de Santarém para Rurópolis com a missão de pavimentar 125 km. A segunda de Rurópolis até a divisa do Pará com Mato Grosso, perfazendo 822 km e por fim o trecho que partiu de Guarantã do Norte, no Mato Grosso, rumo à divisa com o Pará, 53 km. O investimento inicial foi orçado em R$ 1,5 bilhão, valor que deve ser ultrapassado por conta dos aditivos.

A conclusão da obra é um sonho do setor produtivo que deposita nela a esperança de ampliar a exportação de grãos com custo operacional menor do que o praticado hoje através dos portos de Paranaguá – PR e Santos – SP; algo em torno de 30 a 35 dólares por tonelada de grão, o equivalente a 2 dólares por saca de milho ou soja transportados pelo sistema rodoviário.

“Os números mostram que a BR-163 não é uma obra qualquer. É uma obra estruturante que significa melhoria na logística de nosso país e consequentemente mais emprego, renda e arrecadação de impostos que bem aplicados também irão melhorar a qualidade de vida de nosso povo”, finalizou o parlamentar tucano.

 

 

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