A
promessa de uma construção limpa, ecologicamente correta e com 40% de economia
no custo total da obra é tentadora, mas, quem garante a qualidade dos chamados
materiais alternativos? Oficialmente, ninguém. Como esses materiais não têm
escala comercial significativa, o próprio consumidor deve correr atrás das
análises.
O
Agente Metrológico Ricardo Borges, da AEM/MS-INMETRO, esclareceu que o órgão
faz apenas a medição de materiais comuns de construção e não se responsabiliza
por qualidade, tampouco de materiais alternativos. O que tem acontecido é a
indicação de um laboratório da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
(UFMS) pelo fabricante das máquinas para tijolos ecológicos.
“Por
enquanto, em Mato Grosso
do Sul são pequenos empreendedores apenas, pessoas que compram para construir
as próprias casas. O sistema construtivo é muito simples de operar, é como um
lego, uma montagem. Na ONG Lua Nova, em Sorocaba (SP), são mulheres que
produzem os tijolos e constroem as casas”, aponta Marcos Matos, gerente de marketing
da indústria das máquinas para fabricar tijolos.
Qualidade
O
laboratório de materiais de construção civil da UFMS realiza a medição da
resistência e absorção dos tijolos prontos, além de verificar o solo antes que
eles sejam feitos. “A pessoa manda uma amostra de solo, ele é analisado e
descobrimos quanto de cimento ou cal precisa para ser estabilizado”, explica a
professora Sandra Bertossini, mestre em Engenharia Civil
e coordenadora do laboratório.
Ela
explica que mesmo necessitando de cimento na mistura com o solo, o tijolo
chamado de solo-cimento é o mais ecológico, por apresentar uma proporção baixa
de uso do cimento e não necessitar de queima na fabricação. Quanto à qualidade
ela diz que se for feito o estudo e correção do solo, a durabilidade é a mesma
de qualquer outro material. Outra vantagem é o conforto térmico, que gera
economia na conta de energia.