Terça-feira, 15 de Novembro de 2011         09h15        82
Proclamação da República, conheça um pouco da história que cerca a data
Agência Graffo/PCS

Foram 67 anos de monarquia. A queda do Império Brasileiro chegou depois de um bom tempo de descontentamento e crise no poder. No entanto, o líder da Proclamação, o Marechal Deodoro da Fonseca, permaneceu ao lado do imperador até os últimos instantes da derrubada.

A revolta dos republicanos estava marcada para o dia 20 de novembro, mas o major Sólon Ribeiro, com receio de que o governo pudesse organizar boa defesa, no dia 14 espalhou a falsa notícia de que o ministério havia mandado prender Deodoro e Benjamim Constant.

O mesmo major combinou com seus companheiros, que se encontravam em São Cristóvão, que na manhã do dia 15 seguiriam para o centro da cidade. Nesse momento, já se encontrava Benjamim Constant com suas tropas na atual Praça da República, no Rio de Janeiro, onde se encontraram com as forças de Deodoro.

Dessa forma, foram abertos os portões do quartel por onde passou o Marechal Deodoro sendo aclamado por seus subordinados. As tropas desfilaram pelas ruas da cidade. O imperador, informado das ocorrências, veio de Petrópolis ao Rio e tentou ainda organizar um novo ministério. Porém já se organizava um governo provisório, cujo chefe era o Marechal Deodoro, que já assinava os primeiros atos republicanos.

Dois dias depois, o imperador D. Pedro II foi obrigado a deixar o país. A Bandeira da República foi instituída em 19 de novembro de 1889. Um concurso foi realizado para escolher um novo Hino Nacional. A música vencedora, entretanto, foi hostilizada pelo público e pelo próprio Deodoro da Fonseca.

Somente em 1906 foi realizado um novo concurso para a escolha da melhor letra que se adaptasse ao hino, e o poema declarado vencedor foi o poema do maçom Joaquim Osório Duque Estrada, em 1909, que foi oficializado por um decreto de presidente Epitácio Pessoa em 1922 e permanece até hoje.

O primeiro período da República que vai de 1894 a 1930 é conhecido como "República Velha" e foi marcado pelo governo de presidentes civis, ligados ao setor agrário. Os partidos PRP (Partido Republicano Paulista) e PRM (Partido Republicano Mineiro) controlavam as eleições, mantendo-se no poder de maneira alternada. Contavam com o apoio da elite agrária do país.

É aí que surge a chamada "Política do Café-com-Leite". Minas Gerais e São Paulo eram os dois estados mais ricos da nação e, por isso dominavam o cenário político da república. Em 1930 ocorreriam eleições para presidência e, de acordo com a política do café-com-leite, era a vez de um político mineiro assumir o poder. Porém, o Partido Republicano Paulista do presidente Washington Luís indicou um político paulista, Julio Prestes, a sucessão, rompendo com o acordo. Descontente, o PRM junta-se com políticos da Paraíba e do Rio Grande do Sul (forma-se a Aliança Liberal) para lançar a presidência o gaúcho Getúlio Vargas.

Com a vitória de Prestes, políticos da Aliança Liberal e militares descontentes, provocam a Revolução de 1930. É o fim da República Velha e início da Era Vargas.

 

 

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