Desmentido
quatro vezes pelos fatos – e ontem por seu próprio partido, o PDT –, o ministro
do Trabalho, Carlos Lupi, não apresentou à presidente Dilma Rousseff provas
materiais sobre o custo e pagamento do voo ao lado de um empresário dono de ONG
que mantém convênios com a pasta que comanda e começou a ser abandonado por
correligionários. O presidente interino do PDT, André Figueiredo (CE),
aconselhou o ministro a deixar o cargo.
O
Planalto aguarda novas versões que o ministro apresentará hoje, em depoimento
ao Congresso, para avaliar quando ele será substituído.
Uma
das versões de Lupi foi implodida nesta quarta-feira, 16, pelo próprio PDT. O
ministro dissera que o voo com o empresário Adair Meira, da ONG Pró-Cerrado,
com negócios suspeitos com o Trabalho, fora pago pelo PDT do Maranhão. Mas o
orçamento da viagem do ministro não está na prestação de contas do PDT
maranhense. O presidente estadual do partido, Igor Lago, negou que o diretório
regional tivesse dinheiro em caixa para bancar o aluguel de aeronave e disse
que o partido quer apenas “ajudar a esclarecer todos os fatos”.
Com
a prestação de contas do partido em mãos, Igor Lago afirmou que o PDT
maranhense não tem responsabilidade pelo aluguel de qualquer aeronave para
deslocamento do ministro no Maranhão.
“Ontem
(terça-feira, 15) mesmo recebi a declaração de contas, que está registrada no
Tribunal (de Contas do Estado). Não consta nada sobre transporte aéreo, o
diretório regional não arcou com esta despesa”, disse.
E
emendou: “O PDT não tem condições financeiras para arcar com os custos de uma
viagem dessas. Portanto, PDT não pagou os voos utilizados pelo ministro”.